17 outubro, 2009

Arqueólogos encontram templos de 3 mil anos no Sinai

Foto: EFE

A descoberta pode ajudar os arqueologistas a entender a história do povo da região

Reduzir Normal Aumentar Imprimir Arqueologistas que exploravam uma velha estrada militar no Sinai, no Egito, descobriram quatro templos que faziam parte de uma cidade fortificada com mais de 3 mil anos. Os estudiosos disseram que os templos serviriam para impressionar estrangeiros que visitavam a região, informou a AFP nesta terça-feira.

Entre as descobertas está o maior templo de tijolos de barro achado no local e fortificado com um muro de 3 metros de altura, disse Zahi Hawass, chefe do conselho supremo de antiguidades do Egito.

O arqueologista Mohammed Abdel-Maqsoud disse que o templo pode ajudar os estudiosos a desvendar a história cultural e militar do povo que habitava a região. A descoberta foi feita em Qantara, a 4 km do canal de Suez.

Redação Terra

Fonte: noticias.terra.com.br

Equipe escavará deserto mongol em busca de 'tesouro budista'

Uma equipe de arqueólogos austríacos e mongóis começa, neste sábado, uma escavação no deserto de Gobi, no sul da Mongólia, em busca de um tesouro budista que teria sido enterrado no local nos anos 30.


Os baús guardam o tesouro do Monastério de Khamaryn, destruído durante o governo comunista da Mongólia na década de 30.

Um historiador local, Zundoi Altangerel, disse que seu avô, um monge, salvou as relíquias do monastério e entregou a localização do tesouro ao neto.

Altangerel foi ao local e encontrou metade do tesouro. As peças foram colocadas para visitação pública em um museu criado por ele.

Segundo o historiador, como a segurança do museu era mínima, ele decidiu deixar o restante do tesouro, que inclui estátuas e objetos de decoração, enterrado no deserto.

Aventura
O aventureiro austríaco Michael Eisenriegler ficou sabendo da história e convenceu Altangerel a participar de uma busca pelo resto do tesouro.

Eisenriegler planeja transmitir a escavação, que começa neste final de semana, ao vivo pela internet.

"Não sei exatamente o que vamos encontrar. As outras caixas encontradas por Altangerel continham relíquias budistas preciosas, estátuas, livros, manuscritos", afirmou Eisenriegler ao correspondente da BBC em Ulan Bator, Michael Kohn.

Segundo Eisenriegler, o objetivo da escavação é ressaltar a história e a cultura budistas em Gobi.

Além disso, Altangerel usará o dinheiro arrecadado com a transmissão ao vivo da escavação pela televisão para pagar por uma melhoria no sistema de segurança do museu.

Todos os créditos de BBC Brasil - BBC BRASIL.com

Fonte: noticias.terra.com.br

07 outubro, 2009

CASA DO SENADOR - Memorial Luiz Gonzaga “empresta” o seu acervo

Mais uma homenagem se junta à memória de Luiz Gonzaga, que faleceu há 20 anos. A Estação Cultural Senador José Ermírio de Moraes, em Jaboatão dos Guararapes, recebe uma mostra itinerante organizada pelo Memorial Luiz Gonzaga. No local, serão exibidos paineis que contam a história do artista em quatro fases: Apresentação, Origem, o Artista e o Homem.

O início da exposição traz o trabalho de resgate cultural do Memorial Luiz Gonzaga, localizado no Pátio de São Pedro. Em seguida, a formação musical do “Rei do Baião” ganha destaque, mostrando sua afinidade com a sanfona de 8 baixos. Nesse ambiente, também haverá a exposição de um oratório com as imagens de São João do Carneirinho, Frei Damião e Padre Cícero, ressaltando a religiosidade do compositor.

Em “O Artista”, estão as razões da junção do trio zabumba, triângulo e sanfona, que permitiu a estilização dos ritmos nordestinos, incluindo o xote e o baião. Por fim, a “Exposição Itinerante Lua Gonzaga” mostra o homem por trás do músico e sua relação com familiares e amigos.

OFICINAS

Seguindo o tema da exposição, a Estação Cultural vai receber, no próximo dia 13, uma oficina de sanfona de 8 e 120 baixos, direcionada ao público infantil. No dia 16, é a vez do projeto “Sala de Cordel” movimentar o local, com contação de histórias e música para crianças.

SERVIÇO

Exposição Itinerante Lua Gonzaga

Estação Cultural Senador José Ermírio de Moraes - Avenida Beira Mar, 990, Piedade - Jaboatão dos Guararapes

Abertura: Hoje, às 19h

Visitação: Terças às sextas-feiras, das 9h às 17h; Sábados e domingos, das 13h às 17h

Entrada Gratuita
Informações: 3424-8704


Fonte: www.folhape.com.br

04 outubro, 2009

Resistência forjada nos canaviais

Trabalhadores rurais comemoram 30 anos da greve dos canavieiros, que mobilizou cerca de 100 mil pessoas e garantiu vitórias expressivas para a categoria

Andrea Pinheiro
andreapinheiro.pe@diariosassociados.com.br

Quando se fala em greves no Brasil, as primeiras a serem lembradas são as dos metalúrgicos do ABC paulista, responsáveis por forjar a liderança sindical de Luiz Inácio Lula da Silva e a ascensão política dele à Presidência da República. Em Pernambuco, porém, eclodiu um dos primeiros movimentos grevistas no campo do país depois do golpe militar de 1964. Os canavieiros mobilizaram cerca de 100 mil trabalhadores rurais da Zona da Mata e conquistaram vitórias expressivas para a categoria, que sempre sobreviveu debaixo de muita repressão patronal e policial. Vitórias de outubro de 1979 que trazem repercussão até hoje às condições de trabalho do homem do campo do estado.

"Pode-se dizer que a greve dos canavieiros de 1979 representou para o Nordeste o que a greve do ABC foi para o Sudeste", compara o presidente estadual do PT, Jorge Perez, integrante do movimento sindical desde o final da década de 70. A marca da ditadura militar na população rural nordestina, especialmente de Pernambuco, era muito forte. A memória das Ligas Camponesas permanecia viva entre os patrões e os militares. Os sindicatos passaram por intervenções e a organização dos trabalhadores foi esvaziada - até que conseguiu se recompor no fim dos anos 70.

A greve foi uma ousadia dos canavieiros. "Nas cidades, por mais que existissem resquícios da ditadura, as greves estavam respaldadas pela imprensa, por organismos sociais. No campo, não. Para se ter uma ideia, a primeira greve nos canaviais de São Paulo só aconteceu em 1983", explica a historiadora Maria do Socorro de Abreu e Lima, da Universidade Federal de Pernambuco. Um dos motivos que levaram à minimização da greve pernambucana foi o fato de ela ter sido rigorosamente legal. Os trabalhadores cumpriram todas as exigências da Lei 4.330 de junho de 1964. "A legalidade não tira a legitimidade da greve. Foi uma escolha consciente para burlar a repressão. Seguiram o ritual burocrático exigido e foram bem-sucedidos na mobilização e no protesto",diz a historiadora.

O presidente da Federação dos Trabalhadores em Agricultura de Pernambuco (Fetape) na época, José Rodrigues da Silva, lembra que o golpe desmobilizou os trabalhadores e as reclamações e reivindicações só aconteciam na Justiça do Trabalho. "Para denunciar e reivindicar, era preciso coragem, porque a iniciativa provocava reação do patronato, inclusive de violência", conta. Foi então que os canavieiros decidiram por uma ação coletiva para realizar uma campanha salarial. A primeira opção foi pelo dissídio (ações propostas na Justiça de Trabalho para solucionar questões que não puderam ser resolvidas pela negociação direta entre as partes), mas depois de estudarem a lei, os trabalhadores perceberam que o julgamento poderia demorar anos. "Queríamos fazer algo organizado, com a participação do maior número de trabalhadores e sem repressão, por isso, preferimos a greve legal", justificou José Rodrigues.

Mesmo seguindo todos os trâmites da Lei de Greve, os canavieiros surpreenderam os patrões coma paralisação. Dos 45 sindicatos rurais, 24 estavam mobilizados para a greve, representando 100 mil trabalhadores - em 1979, segundo a Fetape, havia 240 mil canavieiros em Pernambuco. Só que dois sindicatos, o de São Lourenço da Mata e o de Paudalho, Zona da Mata Norte, deflagraram o movimento uma semana antes do combinado. Entre os dias 2 a 9 de outubro, 20 mil trabalhadores pararam foices e facões. "Nós estávamos mais preparados e decidimos antecipar a greve porque poderíamos ter mais sucesso", lembra o então presidente do sindicato dos trabalhadores de Paudalho, Severino Domingos de Lima, mais conhecido como Beija-flor.

Um dia antes da deflagração da greve pelos demais sindicatos, os canavieiros e os patrões chegaram a um acordo. Entre as conquistas, estavam a restauração da tabela (referente à produção que o trabalhador deveria ter por dia) de 1965, o reajuste salarial de 56% em cima do salário mínimo e a convenção de 1979, a primeira convenção coletiva de trabalhadores rurais do país. "Foi algo espetacular", descreve José Rodrigues. O encerramento da greve foi festejado nas sedes dos sindicatos com carne de charque e cachaça. "Sinto um orgulho muito grande de ter feito aquela greve. Era um período em que precisávamos ter muita coragem e mobilização", diz Beija-flor, que hoje comanda a secretaria municipal de Assistência Social de Paudalho e viu o filho Ronaldo Domingos de Lima (PTN) ser eleito vereador pelo mesmo município.

www.diariodepernambuco.com.br