24 setembro, 2009

Uma questão historica: Três homens condenados à morte por assassínio de um albino

Tanzânia

Dar-es-Salaam - Um tribunal tanzaniano condenou hoje, quarta-feira, a pena suspensa três homens por terem morto um jovem albino, primeira condenação jamais pronunciada nesse país, onde os albinos são sempre alvos de mortes rituais

O tribunal da região ocidental de Shinyanga reconheceu os três homens culpados de terem morto em Dezembro de 2008 Matatizo Dunia, um albino de 14 anos, e de lhe ter cortado os membros.

"Os acusados podem sempre fazer recurso do seu julgamento", declarou à AFP o procurador Neema Lingo, acrescentando que 13 pessoas testemunharam esse processo de abertura em Junho de 2009.

Desde 2007, mais de 50 albinos, dos quais um número de crianças foram mortos, seus membros e seus orgãos foram considerados como trazerem chances e saúde.

Esta vaga de criminalidade tocou igualmente o vizinho Burundi.

As autoridades tanzanianas, acusadas de não proteger eficazmente os albinos, lançaram na primaveira última uma campanha nacional de denúncia anónima, visando colher junto da população das informações sobre os assassínios presumíveis de albinos

Os albinos sofrem de uma doença genética caracterizada por uma falta de pigmentação da pele, dos pêlos, cabelos e dos olhos.

Fonte: www.portalangop.co.ao

História // Jornalista Ângelo Castelo Branco revive momentos marcantes da política brasileira em livro que será lançado hoje no Recife

Em 1974, em plena ditadura militar, o então governador Marco Maciel ousou ir a um encontro promovido por lideranças da esquerda. Reunidos na extinta Livro 7, estavam figuras como Paulo Cavalcanti e Jarbas Vasconcelos. Maciel chega num Galaxie preto. A cena do abraço entre o governador e Cavalcanti é descrita por Angelo Castelo Branco, que hoje lança o livro Provocações da Memória, às 19h, na Academia Pernambucana de Letras. Na época, Castelo Branco, ex-colunista político do Diario, acompanhava Maciel como secretário de Imprensa do estado.

Em Provocações da Memória, o jornalista percorre lembranças desde o período de estagiário à chefia de imprensa do Ministério da Educação. Tudo pautado pelo cunho político, o que rende revelações pouco conhecidas e algumas nunca divulgadas por determinação da ditadura, como o show programado para Nova Jerusalém, em novembro de 1974. O espetáculo previa apresentações de Vinicius de Moraes, Milton Nascimento, Elis Regina, Gal Costa, MPB-4, Elizete Cardoso. E, ainda, Chico Buarque, recorda o autor, uma das figuras artísticas mais indesejada pelos militares.

A sequência dos relatos no livro, com 260 páginas e dezenas de fotografias, não segue ordem cronológica. Ora ele fala dos anos 60, ora pula para os anos 80, descrevendo os bastidores de eleições e a doença do presidente eleito Tancredo Neves às vésperas da posse. Analisa figuras políticas como os ex-governadores Moura Cavalcanti e Roberto Magalhães, passando pelo ex-deputado Egídio Ferreira e o ex-senador Marcos Freire.

Num estilo leve, Castelo Branco fala de coberturas jornalísticas que marcaram épocas. É o caso da libertação do comunista Gregório Bezerra da antiga Casa da Detenção, em troca do embaixador norte-americano Elbrink, sequestrado por um grupo de esquerda no Rio de Janeiro. "Especulava-se, entre nós (jornalistas), que, se o embaixador fosse encontrado, os prisioneiros seriam jogados do avião em pleno voo", revela.

Fonte: www.diariodepernambuco.com.br