12 fevereiro, 2009

Professor revela mitos e verdades sobre Charles Darwin

Há 150 anos, Charles Darwin publicou o trabalho que radicalizou a visão humana sobre a biologia e a diversidade da vida na Terra. O livro "A Origem das Espécies", que apontava a evolução dos seres vivos por meio da seleção natural, contestou frontalmente a crença de que o mundo havia sido criado por Deus.

Neste videocast, Nélio Bizzo, professor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo), diz que, para exemplificar melhor sua teoria, Darwin fez a seguinte analogia: "Assim como a Terra gira em torno do Sol, astros gravitam eternamente seguindo a leis fixas. Os seres vivos devem também obedecer a essas leis, que podem então explicar a diversificação das espécies".




























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Segundo o professor, Darwin conseguiu mostrar que, para explicar uma característica de um ser vivo hoje, é preciso entender a história evolutiva dela.

"Essa é a ideia sobre a árvore da vida. Um dos mitos frequentes é que ela seria uma árvore direcionada, que teria o homem como principal produto, e isso não é verdade", diz Bizzo.

De acordo com o professor, hoje todos os seres vivos são evoluídos e têm uma longa história. "As bactérias têm uma longa história, os tubarões, os elefantes, o ser humano. Dizer que o homem é o mais evoluído é uma perspectiva muito egocêntrica, muito antropocêntrica."

Mitos

Existem diversos mitos a respeito de Darwin, como o que diz que ele era um membro da Marinha. Outros, que ele fazia parte da tripulação de um navio que tinha por função fazer uma coleta de material biológico ao redor do mundo, afirma Bizzo.

Segundo o professor, a verdade é que Darwin viajava como convidado no navio de pesquisas cartográficas. A embarcação tinha por função fazer um mapeamento da América do Sul.

"Era um navio que tinha uma tripulação armada, então era uma tripulação que tinha atribuições militares. Darwin era um convidado do capitão. Ele tinha que pagar pelas suas despesas e quando remetia o material para a Inglaterra tinha que arcar com os custos disso", explica.

Darwin esteve nas ilhas Galápagos por um período de apenas três semanas, diz o professor, e nesse curto espaço a viagem pôde dar a ele uma contribuição importante. "Isso significa que ele não teve um 'momento de Eureka'. Ele teve várias ideias, que levaram um tempo para ocorrer", conclui Bizzo.

MARINA LANG, colaboração para a Folha Online

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