14 junho, 2008

Estudo mostra pré-história similar a Jurassic Park

Como na série cinematográfica Jurassic Park, os dinossauros conviveram durante milhões de anos com outros animais antes de se transformarem nos donos do planeta, segundo revelou um estudo divulgado hoje pela revista Science.
O estudo realizado por paleontólogos da Universidade da Califórnia, pelo Museu Nacional de História Natural e pelo Museu Field, joga por terra a teoria de que a ascensão dos dinossauros foi violenta.
Segundo os cientistas, fósseis descobertos em uma pedreira do norte do Estado americano do Novo México demonstram pela primeira vez a convivência entre os enormes animais já extintos, muitos dos quais pareciam mais frágeis, e acabaram sobrevivendo.
Os dinossauros e muitos outros animais, incluindo mamíferos, répteis e anfíbios, surgiram no período Triásico, há entre 235 e 200 milhões de anos.
No entanto, foi apenas no período Jurássico, há entre 200 e 120 milhões de anos, que os dinossauros estabeleceram seu domínio sobre o planeta.
"Até agora, os paleontólogos pensavam que os precursores haviam desaparecido antes do surgimento dos dinossauros", afirma Kevin Padian, professor de biologia da Universidade da Califórnia.
Outra teoria assinala que a rápida extinção de muitos animais no final do Triásico permitiu que os dinossauros se diversificassem, e se tornassem os habitantes predominantes do planeta.
"Mas agora, as evidências demonstram que é possível que tenham coexistido durante 15 ou 20 milhões de anos, ou mais", acrescentou.
Segundo Randall Irmis e Sterling Nesbitt, autores do estudo, os ossos descobertos no Novo México proporcionam informações anatômicas que revelam a evolução dos precursores dos dinossauros, sua conversão em dinossauros e a diversificação destes animais. Nenhum desses restos é um esqueleto completo.
"A descoberta de restos de precursores dos dinossauros (dinosauromorfos), junto com os de dinossauros, nos ensina o ritmo da mudança. Se houve uma competição entre estes precursores e os dinossauros, esta foi muito prolongada", assinala Irmis.
Na pedreira, Irmis e Nesbitt encontraram 1.300 espécimes fósseis de dinossauros e precursores destes animais, assim como ossos de ancestrais dos atuais crocodilos.
Também havia fósseis de peixes e anfíbios que existiram há entre 220 e 210 milhões de anosp> Além disso, o relatório publicado pela Science indica que os paleontólogos também encontraram restos de carnívoros como o Chindesauro bryansmalli e um parente próximo do Coelophysis.
Ambos os animais eram bípedes, e muito similares ao Velociraptor que aparece em Jurassic Park.
O primeiro precursor de dinossauros encontrado na pedreira foi o "Dromomeron romeri", um parente próximo de outro precedente chamado Lagerpeton, que existiu no Triásico médio, no território que hoje pertence à Argentina.
EFE

Pré-história: tribos atacavam em busca de mulheres

Os antepassados pré-históricos dos homens atacavam para se apoderar das mulheres de povos vizinhos, segundo um estudo da universidade britânica de Durham. Segundo a pesquisa, que será publicada na revista acadêmica Antiquity, os cientistas chegaram a essa conclusão após analisar 34 esqueletos enterrados há cerca de 7 mil anos em uma fossa comum de 3 m de largura em Talheim, sudoeste da Alemanha.

Entre os cadáveres achados, 25 eram de homens e crianças de uma mesma tribo, que se acredita ter sido atacada para se levar as mulheres, já que não havia nenhuma mulher entre os mortos, de acordo com antropólogo Alex Bentley, principal autor da pesquisa. "As mulheres parecem ter sido a razão imediata do ataque", declarou.
A maioria das vítimas morreram por um único golpe na parte esquerda do crânio, o que sugere que elas foram atadas e executadas, possivelmente com um machado de pedra, segundo o estudo. Outras parecem ter sido atingidas por trás, com flechas, como se tentassem fugir.
A fossa foi descoberta na década de 1980, e especialistas alemães já comprovaram à época que as vítimas foram alvo de um ataque premeditado, pelas características de seus ferimentos.
Somente técnicas atuais de laboratório, como a análise de registros isotópicos de estrôncio (um tipo de mteal), carbono e oxigênio nos dentes dos esqueletos, permitiram saber dados vitais sobre a origem geológica e dieta das vítimas, segundo o pesquisador.
Na fossa, havia quatro membros de uma tribo de pastores (duas mulheres e dois homens), uma família de cinco pessoas (um homem, duas mulheres e duas crianças) e os 24 memebros da tribo local, de homens e meninos.
"Nossa análise parece indicar que as mulheres locais eram consideradas especiais e foram deixadas com vida", segundo Bentley. Ele descartou que as mulheres tivessem sido preservadas por motivos humanitários, já que os meninos foram sacrificados.
O estudo foi realizado em conjunto com pesquisadores da University College de Londres, a universidade americana de Wisconsin e uma organização governamental alemã.

Fonte: Terra.com.br