12 abril, 2008

Fezes desbancam chegada do homem à América


Restos fecais humanos foram encontrados em uma caverna no Estado americano do Oregon
Análises de DNA tiradas de fezes humanas fossilizadas indicam que os homens já habitavam a América do Norte há 14 mil anos, afirmaram hoje pesquisadores americanos.

Os restos fecais, encontrados em uma caverna no Estado do Oregon, Estados Unidos, seriam de pelo menos mil anos antes do Povo de Clóvis, cultura pré-histórica que habitou o continente há 13 mil anos.

O estudo, divulgado na revista científica Science, acrescenta que o achado é uma importante evidência de que as pessoas habitavam as américas mais cedo que se acreditava, baseado nas ossadas da Cultura Clóvis descobertas no sudoeste dos EUA.
O arqueólogo Dennis Jenkins, da Universidade do Oregon, liderou a equipe que encontrou os coprólitos (fezes fossilizadas) em cavernas conhecidas como Grutas Paisley, a cerca de 350 km da localidade de Eugene, no lado oriental da Cordilheira das Cascatas.

Os cientistas estabeleceram que os primeiros a chegar na América nessa época foram pessoas provenientes da Ásia, confirmando as teorias sobre a origem asiática dos índios americanos. Existem evidências, acrescentou a investigação, de "dois tipos genéticos de origem asiática, que são únicos nos índios da América do Norte".
"Essa não é apenas a prova de que os índios americanos são descendentes dos primeiros imigrantes do continente, mas mostra também que a imigração começou pelo menos mil anos antes do que se pensava até agora", comentou o professor Eske Willerslev, um dos autores do estudo.
"O continente americano foi o último a ser povoado por seres humanos. Existem muitas teorias contraditórias sobre a Era em que se produziu e sobre a origem dos primeiros imigrantes que chegaram a essas terras", acrescentou Willerslev.

Thomas Gilbert, colega de Willerslev, também acredita que "esta é realmente a primeira prova de que o ser humano esteve presente na América do Norte muito antes do que se imaginava".
Até agora, a teoria mais conhecida sustentava que os habitantes da Sibéria atravessaram a pé no final da Era do Gelo pelo Estreito de Bering, então congelado. Seus descendentes chegaram ao sul, aproveitando a passagem de gelo que há 14 mil anos cobria o norte do continente. De fato, em 1930, foram descobertas ferramentas rudimentares na região de Clovis (Novo México, sudoeste), onde vivia o povoado com o respectivo nome.

Agências internacionais - Redação Terra - 3 de abril de 2008

Itália esclarece morte de filósofo renascentista

Foto Paradoxplace
Assimina Vlahou

Pesquisadores italianos esclareceram o mistério em torno da morte de um conhecido filósofo morto há mais de 500 anos, descobrindo que ele morreu envenenado.

Especialistas das Universidades de Bolonha, Pisa e Lecce examinaram os restos do humanista e filósofo do Renascimento italiano Giovanni Pico della Mirandola, morto há 514 anos, e concluíram que ele foi envenenado com arsênico.
Mirandola é considerado um dos fundadores do humanismo italiano. Influenciado pelo misticismo oriental, Mirandola chegou a ser acusado de heresia. Morreu aos 31 anos, em 1494, em circunstâncias até agora pouco claras.
"Descobrimos que no corpo de Mirandola havia uma quantidade de arsênico superior ao que se encontra normalmente no organismo de uma pessoa. Isso nos levou a confirmar a morte por envenenamento", disse Giorgio Gruppioni, professor de antropologia da Universidade de Bolonha, coordenador da pesquisa, em entrevista à BBC Brasil.

A descoberta foi anunciada esta semana em Florença, cidade onde Mirandola viveu, na corte do poderoso príncipe Lorenzo de Médici.
Alguns documentos históricos já levantavam a hipótese de que ele tenha sido assassinado. Agora, os cientistas confirmam esta versão e, com base no estudo detalhado da documentação existente, apontam até para o executor e o mandante do eventual crime.

"Um homem chegou a confessar ter assassinado Pico della Mirandola. É Cristoforo di Casalmaggiore, seu secretário", afirma o professor da Universidade de Bolonha.
O mandante do crime teria sido o filho de Lorenzo de Médici, Piero, irritado porque Pico della Mirandola se aproximou demais do frei dominicano Girolamo Savonarola, que criticava abertamente o papa Alessandro 6 e pregava a expulsão dos Médici de Florença.

"Os Médici chegaram à conclusão de que, por causa da intimidade com Savonarola, Pico della Mirandola tivesse se tornado adversário político de Piero, filho de seu protetor, e do papa, que chegou a atenuar as acusações de heresia contra o fiósofo", explica Silvano Vinceti, diretor do comitê nacional para a valorização dos bens históricos e ambientais, que participou das pesquisas.
Para realizar os estudos, que duraram 5 meses, os restos mortais de Mirandola foram retirados da igreja de São Marcos em Florença, onde estavam enterrados.Com técnicas modernas, os estudiosos conseguiram descobrir detalhes sobre o aspecto físico do filosofo.

"Usamos a tomografia computadorizada e o carbono 14 para conhecer as características físicas, estatura, sexo, idade, estado de saúde, tipo de alimentação e a presença de eventuais substancias tóxicas", informou o professor Gruppioni.
Eles descobriram que Pico della Mirandola, ao contrário da maioria dos homens de sua época, não era baixo, mas media cerca de 1,85m. Por meio do exame do esqueleto facial está sendo preparando um retrato, que vai ser divulgado no final de fevereiro.

Os pesquisadores examinaram também os restos do poeta Angelo Poliziano, grande amigo e, segundo algumas versões, amante de Pico, que teria morrido de sífilis dois meses depois do filósofo. Os resultados das análises comprovaram, no entanto, que Poliziano também foi envenenado com arsênico.
Além de arsênico, os exames de laboratório detectaram a presença elevada de chumbo, que provavelmente teria sido usado na preparação do veneno, conforme a avaliação do professor Gruppioni.
As conclusões da pesquisa podem levar à correção de livros de história, mas a intenção da equipe è chamar a atenção para o personagem e divulgar a obra do autor de A dignidade do homem, tido como o manifesto do Renascimento.

"Pico della Mirandola è provavelmente o maior filosofo italiano. Mas é conhecido principalmente por sua memória excepcional do que pela enorme produção literária e filosófica que realizou em apenas 30 anos de vida", disse Gruppioni.

BBC Brasil - 8 de fevereiro de 2008

Placa de 700 a.C. traz relato de 'destruição de Sodoma'

Cientistas britânicos conseguiram decifrar as inscrições cuneiformes de um bloco de argila datado de 700 a.C. e descobriram que se trata do testemunho feito por um astrônomo sumério sobre a passagem de um asteróide - que pode ter causado a destruição das cidades de Sodoma a e Gomorra.

Conhecido como "Planisfério", o bloco foi descoberto por Henry Layard em meados do século 19 e permanecia como um mistério para os acadêmicos. O objeto traz a reprodução de anotações feitas pelo astrônomo há milhares de anos.
Utilizando técnicas computadorizadas que simulam a trajetória de objetos celestes e reconstroem o céu observado há milhares de anos, os pesquisadores Alan Bond, da empresa Reaction Engines e Mark Hempsell, da Universidade de Bristol, descobriram que os eventos descritos pelo astrônomo são da noite do dia 29 de junho de 3123 a.C. (calendário juliano).

Segundo os pesquisadores, metade do bloco traz informações sobre a posição dos planetas e das nuvens e a outra metade é uma observação sobre a trajetória do asteróide de mais de um quilômetro de diâmetro.
ImpactoDe acordo com Mark Hempsell, pelo tamanho e pela rota do objeto, é possível que este se tratasse de um asteróide que teria se chocado contra os Alpes austríacos, na região de Köfels, onde há indícios de um deslizamento de terra grande.
O asteróide não deixou cratera que pudesse evidenciar uma explosão. Isso se explica, segundo os especialistas, porque o asteróide teria voado próximo ao chão, deixando um rastro de destruição por conta de ondas supersônicas, e se chocado contra a Terra em um impacto cataclísmico.

Segundo os pesquisadores, o rastro do asteróide teria causado uma bola de fogo com temperaturas de até 400ºC e teria devastado uma área de aproximadamente 1 milhão de quilômetros quadrados.
Hempsell afirma que a escala da devastação se assemelha à descrição da destruição de Sodoma e Gomorra, presente no Velho Testamento, e de outras catástrofes mencionadas em mitos antigos.

O pesquisador sugere ainda que a nuvem de fumaça causada pela explosão do asteróide teria atingido o Sinai, algumas regiões do Oriente Médio e o norte do Egito. Hempsell afirma que mais pessoas teriam morrido por conta da fumaça do que pelo impacto da explosão nos Alpes.
Segundo a Bíblia, Sodoma e Gomorra foram destruídas por Deus como resposta a atos imorais praticados nas cidades. Acredita-se que elas eram localizadas onde hoje fica o Mar Morto.
BBC Brasil - 31/março/2008,

Descobertas ferramentas usadas há 35 mil anos

Instrumento cortante é uma das ferramentas aborígenes encontradas

Arqueólogos descobriram ferramentas utilizadas por aborígenes australianos há mais de 35 mil anos, em escavações realizadas em Pibara, no oeste daquele país.

De acordo com os arqueólogos Duncan Wright e Graham Houghton, a descoberta é um avanço importante para conhecer o passado milenar destes povos.


7/abril/2008, 09h14

Praça circular de 5,5 mil anos é encontrada no Peru

Equipe de arqueólogos peruanos e alemães descobriu praça de 5,5 mil anos

Uma equipe de arqueólogos peruanos e alemães descobriu uma praça circular pré-colombiana construída há pelo menos 5,5 mil anos e considerada a mais antiga do Peru no complexo arqueológico de Sechín Bajo, a cerca de 400 km ao norte de Lima, publicou neste domingo a imprensa local.

Os 25 testes de carbono 14 realizados no templo circular demonstram que ele foi construído em torno de 500 anos antes da cidadela de Caral (190 km ao norte de Lima), considerada até agora a mais antiga do Peru, e coincidiu com o início das culturas egípcia e mesopotâmica, publicou o jornal El Comercio.
O templo circular, de 10 m de diâmetro e levantado em pedra e tijolos, pertence ao primeiro dos três períodos construtivos do complexo arqueológico de Sechín Bajo, situado em Casma, no departamento de Áncash.

Ao lado do templo existe outra construção retangular, cuja idade ainda não foi determinada, mas que faz parte da segunda etapa construtiva de Sechín Bajo.A estrutura maior, de 180 m de comprimento e 120 m de largura, pertence à terceira fase construtiva, há cerca de 3,6 mil anos, e compreende vários pátios com reentrâncias.
Nessa monumental estrutura, os arqueólogos encontraram um friso em alto relevo que mostra a figura do "degolador", um personagem mítico que está muito ligado à história antiga do Peru, segundo o El Comercio.
A descoberta revela que as primeiras sociedades que levantaram centros cerimoniais no Peru se desenvolveram na serra de Casma.

Os novos dados jogam por terra outras teorias que indicam que essas civilizações floresceram inicialmente junto à costa e só depois se deslocaram aos vales da serra.

EFE - 24/fev/2008, 15h06