26 janeiro, 2008

Israel: achada pedreira usada no Monte do Templo

Arqueólogos israelenses asseguram ter descoberto a pedreira da qual há 2 mil anos foram extraídos os blocos de pedras usados na construção das muralhas do Templo de Jerusalém, alguns deles ainda nos alicerces do Muro das Lamentações.
"Sempre nos perguntávamos de onde foram extraídas as grandes pedras dessa titânica obra de arquitetura, algumas com mais de 10 m de comprimento, e há dois meses descobrimos esta pedreira em uma inspeção de rotina", explicou o chefe da Direção de Antiguidades no distrito de Jerusalém, o arqueólogo Yuval Baruch.
"Os vestígios encontrados, como cerâmicas e moedas, testemunham que esta pedreira foi explorada na época do rei Herodes, o Grande", acrescentou.

Herodes, de origem iduméia, reinou na Judéia entre 40 a.C. e 4 d.C. e, para ser aceito pelos judeus, expandiu e reformou o Templo de Jerusalém até dimensões sem precedentes na região, entre outros projetos de engenharia que importou de Roma.

Do templo resta hoje apenas o Muro das Lamentações, local mais sagrado para o judaísmo, e em seus alicerces, em áreas escavadas sob o nível do solo, ainda podem ser vistos os imensos blocos de pedra.
"Estes grandes blocos, na maioria com mais de 7 m, 8 m e 9 m, e que pesavam mais de 5 t, não foram usados em nenhuma outra construção, por isso deduzimos que seu destino era o templo", afirmou o arqueólogo Ehud Nesher.

Além disso, para sua mudança era necessária uma infra-estrutura que só estava ao alcance de alguém como o rei, ou os romanos que governavam a Judéia. Acreditava-se até agora que a pedreira da qual se construiu o templo bíblico estava perto ou dentro da Cidade Antiga, como nas proximidades da Fortaleza Antônia.
E o que mais surpreende os arqueólogos é a distância de 4 km ou 5 km entre a pedreira, hoje dentro de um novo bairro ultra-ortodoxo de Jerusalém, e o santuário dos israelitas.
"Os construtores de Herodes não buscaram qualquer pedra para levantar o templo, e sim uma que hoje é conhecida como ''malake'' (rainha, em árabe), que era famosa por sua grande resistência e bela cor branca", explicou Baruch.

A pedra é tão branca que, por estar polida, conseguiu confundir até o meticuloso e conhecido historiador judeu Flávio Josefo, que escreveu que o Templo de Jerusalém era feito de mármore.
A pedreira, de meio hectare, também permitiu a descoberta das técnicas de extração de pedras usadas naquela época. "Primeiro, vários operários escavavam uma canaleta ou fundação de até 30 cm de largura por 1,30 m de profundidade, e depois soltavam o bloco com certeiros golpes de cinzéis", disse Nesher.
Um destes cinzéis de ferro, pesando mais de 4 kg, foi encontrado pelos arqueólogos na fissura entre duas pedras. A descoberta ocorreu porque "um operário cometeu um erro ao cravar o cinzel na rocha", segundo o arqueólogo.

"O cinzel devia entrar entre duas lingüetas com forma de cunha que eram colocadas em sentido inverso, mas ele as cravou ao contrário, e as três ferramentas ficaram cravadas na rocha até dois meses atrás", afirmou.
Estes cinzéis, de 10 cm de comprimento, geravam, ao serem golpeados, uma força equivalente a cinco toneladas, o que fazia com que a base do bloco se quebrasse.
O bloco de pedra depois era levantado a alguns centímetros do solo com um simples sistema de alavanca, colocado sobre madeiras e rodado até o local da obra. Nesher acredita que a pedreira foi explorada por não mais de 20 anos, após os quais foi esquecida e coberta pela erosão de séculos.
Segundo os arqueólogos, os grandes blocos de pedra, "por sua dimensão e resistência, contribuíram para preservar a estabilidade das estruturas durante milhares de anos".

Fonte: EFE
Publicação: 23 de setembro de 2007

Selo confirmaria Bíblia como documento histórico

Arqueólogos israelenses encontraram em Jerusalém um selo de cerca de 2,5 mil anos de antiguidade que, segundo especialistas, confirmaria a teoria que indica que a Bíblia pode ser tomada como fonte de documentação histórica.

Em caracteres hebreus arcaicos, o selo estampa o nome da família Tema, que de acordo com o Livro de Neemias estava entre os exilados que retornaram a Judéia no ano 537 a.C. após o fim do cativeiro na Babilônia, atual Iraque.

"É um nexo entre as provas arqueológicas e o relato bíblico, ao evidenciar a existência de uma família mencionada na Bíblia", disse a arqueóloga Eilat Mazar, que dirige as escavações que acharam o selo, de pedra escura, com forma elíptica e dimensões de 2,1 cm por 1,8 cm.

Mazar explicou que, segundo a Bíblia, os Tema viviam em uma região de Jerusalém conhecida como Ophel, designada especialmente aos servidores do Primeiro Templo, construído pelo Rei Salomão no século X a.C.
O relato bíblico conta que, após os israelitas serem deportados à Babilônia por Nabucodonosor, depois de este conquistar Jerusalém em 586 a.C., os Tema estavam entre as primeiras famílias a retornar à Judéia.
A arqueóloga ressaltou a influência mesopotâmica mostrada pelo selo, que em uma de suas faces possui gravada a cena de um ritual em que dois sacerdotes dispostos em ambos os lados de um altar oferecem sacrifícios à deusa babilônica Sin, representada por uma lua crescente.

Seu culto poderia ser considerado herético para qualquer judeu. O especialista disse que o detalhe chamou atenção, e especulou-se a possibilidade de o selo ter sido feito na Babilônia, com um espaço vazio para o nome de um possível cliente, e que pode ter sido comprado por seus proprietários em algum bazar.
Outra característica que vem a confirmar a identidade babilônica do artesão do selo é que a caligrafia está inclinada para a esquerda, talvez pelo costume da escrita cuneiforme da Mesopotâmia, orientada da esquerda para a direita.

No domingo, Mazar apresentará sua descoberta na Conferência de Herzliya, principal fórum de debate interdisciplinar de Israel onde exporá suas conclusões sobre o selo, que se soma a uma longa lista de descobertas arqueológicas protagonizadas pela família do especialista.
A arqueóloga Eilat Mazar, diretora das escavações que levaram à descoberta do selo, é neta do conhecido arqueólogo Benjamín Mazar, falecido em 1995.

Ele escavou nos arredores das muralhas que rodeavam o templo de Jerusalém em uma zona chamada Monte do Templo, pelos judeus, Santuário do Nobre pelos muçulmanos, e comumente conhecida como Esplanada das Mesquitas.

Na Esplanada das Mesquitas se encontra o Muro das Lamentações, junto ao qual Benjamín Mazar deixou à descoberta grandes superfícies de uma jazida arqueológica da época do Segundo Templo (516-70 d.C.) e em cujas cercanias sua neta encontrou o selo.
Eilat Mazar, que concentra grande parte de suas investigações no período mais antigo da história de Israel, é responsável também por outras descobertas importantes como a da base de uma estrutura arquitetônica localizada em Jerusalém e que poderia corresponder ao palácio do mítico rei David.

Fonte: EFE - Sexta, 18 de janeiro de 2008, 10h40 Atualizada às 10h53

Grécia: sítio arqueológico é descoberto em estrada

Peças de cerâmica que vão do período Clássico (aproximadamente 750 a.C.) ao período Helênico (330-250 a.C.) foram apresentados pelo ministério da Cultura da Grécia nesta sexta-feira.

Os objetos foram desenterrados por operários durante a construção de uma estrada nas proximidades da cidade de Edessa, localizada no norte do país.

Fonte: EFE

Grécia: sítio arqueológico é descoberto em estrada

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Os objetos foram desenterrados por operários durante a construção de uma estrada nas proximidades da cidade de Edessa, localizada no norte do país.

Fonte: EFE