21 março, 2008

Restos de hominídeos são descobertos no Pacífico

Cientistas americanos e sul-africanos descobriram restos de pequenos homens que viveram há 15 séculos no arquipélago de Palau (Micronésia), no Pacífico sul, revelou um relatório divulgado hoje pela revista Public Library of Science (PLOS).

Segundo os cientistas da Universidade de Witwatersrand (África do Sul), da Universidade de Rutgers e da Universidade de Duke (EUA), trata-se de hominídeos que compartilham características físicas com espécies de um pequeno homem que viveu na ilha de Flores (Indonésia).

A essa espécie de hominídeo se deu o nome de "Homo floresiensis", do gênero "Australopithecus", mas no jargão científico passou a ser chamado de "Hobbit", um personagem de "O senhor dos Anéis".

Os restos fossilizados e subfossilizados foram descobertos em duas cavernas de duas ilhas rochosas de Palau, que aparentemente foram utilizadas por esses homens como cemitério.
O antropólogo Lee Berger, que liderou o estudo, indicou que o grupo descobriu nas cavernas os esqueletos de indivíduos de um tamanho similar ao dos Hobbit que viveram entre 882 a.C. e 598 d.C.

Na entrada de uma das cavernas também foram encontrados os restos de indivíduos maiores que viveram entre os anos de 928 e 1068, segundo o processo de data de carbono.
As análises preliminares de um pequeno homem de Palau revelam que ele pesava ao redor de 43 quilogramas. No caso de uma mulher, o peso era de 29 quilogramas, afirmaram os cientistas.
Sendo similares aos "Homo floresiensis", sua estatura provavelmente era pouco menos de um metro e compartilham com eles características cranianas que também são únicas do "Homo sapiens", disseram os cientistas.

Os pesquisadores indicaram que a pequena estatura pode ser explicada pela teoria do chamado "nanismo ilhéu", que afirma que em geral os habitantes de ilhas são menores que seus parentes que habitam o continente.

Os cientistas assinalaram que essa teoria é aplicável não só aos seres humanos, mas também aos animais, incluindo mamutes extintos e elefantes de ilhas próximas às costas da Sibéria, Califórnia e até no Mediterrâneo.

Eles observaram ainda que é possível que as ilhas de Palau tenham sido colonizadas por um pequeno grupo de indivíduos há cerca de 3.500 anos.

Esses habitantes, por meio da endogamia (reprodução entre entes da mesma família), e outros fatores ambientais, perpetuaram uma população de baixa estatura que viveu na região até, pelo menos, o ano de 608 d.C..
EFE

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