03 março, 2008

Recife (a Veneza brasileira) Capital Pernambucana em fotos antigas

Recife na década de 70



Recife na década de 70




Recife na década de 70




Recife na década de 70




HOSPITAL UNIVERSITARIO UFPE
Construção do Hospital Universitario da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Década de 1950.




Avenida Conde da Boa Vista
Av Conde da Boa Vista, Ponte Duarte Coelho e Av Guararapes. Década de 1950. Notar prédio JK / INPS sendo contruído. Atualmente abandonado.




Avenida Conde da Boa Vista
Av Conde da Boa Vista - Década de 1950.



Assembléia e Gymnasio - postal datado - 1904




Usina de gás do campo do Jiquiá - 1930
Usina de gas do Campo do Jiquia, onde os "Zeppelins" eram abastecidos.Decada de 1930.Diario de Pernambuco- Caderno Viver - 16/09/1981




Recife na década de 50 - o castelinho

Aniversário da cidade do Recife e sua irmã, Olinda
Doze de março. Esta é a data oficial dos aniversários das duas cidades mais importantes da história de Pernambuco. Recife comemora 470 anos em 2007, enquanto Olinda apaga velinhas para 472 anos. Muita gente, porém, acha estranho como duas cidades independentes façam aniversário na mesma data, com exatos dois anos de diferença. Como é possível?
Segundo o historiador Leonardo Dantas Silva, a data de 12 de março é uma convenção, baseada no mais antigo documento histórico que menciona a existência de Recife e Olinda. A Carta Foral foi um documento escrito por Duarte Coelho, donatário da Capitania de Pernambuco, em 1537. O documento foi datado de 12 de março de 1537, e enviado ao rei de Portugal, Dom João III. No texto, Duarte Coelho descreve com precisão e encantamento as duas cidades.
Apenas em 1966, quando foi formada uma comissão para decidir quando deveria ser comemorado o aniversário do Recife, decidiu-se estipular a data da Carta Foral como marco zero do nascimento da cidade. Como os historiadores são unânimes em considerar que Olinda nasceu antes, decidiu-se, por consenso, atribuir a Olinda a mesma data de aniversário, com dois anos de antecedência.

A verdade é que as duas cidades já existiam antes dos respectivos aniversários. “Seria impossível Olinda ter tantos prédios apenas dois anos antes de Duarte Coelho mencioná-la na Carta Foral. No Recife, inclusive, já se falava da existência do Porto naquele ano. Um porto jamais teria sido construído sem que houvesse uma população grande e estável na cidade”, raciocina Dantas Silva.

De qualquer forma, as duas cidades – arquitetonicamente próximas, e de belezas naturais que garantem para ambas postos de destaque no mapa turístico do Brasil – estão de parabéns.
Para comemorar o aniversário, a Globo Nordeste preparou uma série de reportagens especial. Os repórteres Adriana Victor e Augusto César viajaram a Portugal, de forma a rastrear as ligações afetivas e culturais entre os dois povos.

Para acessar as reportagens da série na íntegra, em vídeo e texto, basta acessar esta página todos os dias, até 12 de março. Uma reportagem por dia será publicada abaixo.
Fonte: Pe360graus.globo.com


Abordagem histórica
Recife, a capital pernambucana, tem uma área de 220 km2, sendo 67,43% morros, 23,26% planícies, 9,3% áreas aquáticas, 5,58% de área verde e com 8,6 quilômetros de extensão de praias. Localizada no litoral do Estado, a cidade é cortada pelos rios Capibaribe e Beberibe e integra a Região Metropolitana do Recife que representa a quarta maior aglomeração urbana do Brasil.

Em 2001, sua população atingiu 1.421.947 habitantes e os bairros mais densos eram Brasília Teimosa, Alto José do Pinho e Mangueira. A cidade está didivida em nove zonas eleitorais e a Câmara Municipal é formada por 41 vereadores.
História - Recife surgiu de um pequeno núcleo de pescadores que, por volta de 1548, se estabeleceu na foz dos rios Capibaribe e Beberibe, vizinho à vila de Olinda que era a sede da capitania de Pernambuco. Durante a Invasão Holandesa, tornou-se sede do governo holandês no Brasil.

Em 1710, com os holandeses já expulsos do Nordeste brasileiro, a carta régia elevando a povoação à categoria de vila provocou uma guerra civil com Olinda, uma vez que a aristocracia olindense não aceitava a ascensão do Recife (ver Guerra dos Mascates). Em conseqüência desses conflitos, a Vila de Santo Antônio do Recife só seria instalada oficialmente no ano seguinte (1711).

Foi elevada à categoria de cidade em 1823 e, em 1827, tornou-se capital da província de Pernambuco. Oficialmente, a data de criação do município é 19/11/1709 e o aniversário da cidade é celebrado a 12 de março.

A cidade está dividida em seis Regiões Político-Administrativas (RPA), como demonstra o mapa:
RPA Centro - 11 Bairros
RPA Sul - 08 Bairros
RPA Norte - 18 Bairros
RPA Sudoeste - 16 Bairros
RPA Oeste - 12 Bairros
RPA Noroeste - 29 Bairros

O Início: Quando Duarte Coelho aqui chegou, em 1535, cometeu dois enganos: primeiro, batizou sua capitania de Nova Lusitânia, em homenagem à terra patrícia - o nome não pegou, talvez como um sinal de aquela viria a ser a capitania mais rebelde ao domínio português, e ficou Pernambuco, mesmo, que quer dizer "Mar Furado". Segundo, Duarte Coelho não deu muita importância àquela terra enlameada, cheia de manguezais, foz de não sei quantos rios e riachos. Preferiu, lógico, fincar sua corte na alta e ladeirosa Olinda, de onde se podia apreciar melhor o litoral (e os invasores). Bom, pelo menos aquela barreira de arrecifes proporcionava um bom porto natural, e foi assim que surgiu a povoação dos Arrecifes, em 1548.

Que Venham Os Holandeses: a cultura açucareira na capitania se desenvolvia depressa; riqueza e fausto se instalavam em Olinda. Tanta fartura, óbvio, chamou a atenção dos Holandeses, que nos séculos XVI e XVII se dedicavam a práticas variadas tais como comércio, pirataria e invasões em geral. Foi assim que, em 1630, 70 navios, 7000 homens e 200 canhões desembarcaram na costa pernambucana, na praia de Pau Amarelo, ao norte de Olinda. Como primeira providência para enfraquecer os portugueses, incendiaram Olinda, em 1631. E agora, com a capital destruída, onde se estabelecer? Para os holandeses, certamente nada lembrava mais a terra natal que o povoadozinho do porto, já rebatizado de Recife. Naturalmente, para acomodar a nova corte, mais espaço teria de ser ganho às aguas. E assim drenaram-se rios, aterraram-se mangues, construíram-se pontes. O principal artífice desta transformação chegaria ao Brasil em 1637: o Príncipe Johann Mauritius van Nassau-Siegen (em bom português, Maurício de Nassau), comandante das tropas holandesas e governador-geral da província.
Tomado de amores pelo lugar, lá decidiu construir seu sonho pessoal de cidade: a Cidade Maurícia, projetada pelo arquiteto Pieter Post, irmão do pintor Frans Post. A primeira ponte foi construída em 1643, chamada de (coincidência!?) Ponte Nassau. A ela seguiram-se outras pontes (hoje há 39, só no centro) dois palácios, igrejas e ruas. Só que a idéia da Companhia das Índias Ocidentais não era bem transformar Recife em uma metrópole, e sim conseguir lucros com as plantações de cana-de-açúcar. Daí uma certa irritação com Maurício de Nassau, o que resultou no seu chamado de volta à Holanda, em 1644. Sem Maurício de Nassau, cessaram as festas, os saraus e os empréstimos, e começaram as cobranças de dívidas. Os portugueses acharam, então, que hora de expulsar os invasores.

Viva o Exército Brasileiro!: a resistência dos portugueses à invasão holandesa foi tênue. Do litoral, apenas o porto era protegido por dois fortes (de São Jorge e de São Francisco) e ofereceu certa resistência. Daí os membros da resistência se refugiarem no interior, construindo o Arraial do Bom Jesus. Nesse local, onde hoje fica o sítio da Trindade, no bairro de Casa Amarela, os portugueses resistiram por cinco anos, até o dia 8 de junho de 1635. A partir daí, e durante a presença de Maurício de Nassau, a resistência portuguesa foi pouca ou nula. Com o retorno de Maurício de Nassau à Holanda e a cobrança de dívidas dos senhores de engenho por parte da Companhia das Índias Ocidentais, a elite pernambucana decidiu pegar em armas para expulsar os invasores, em um movimento chamado Insurreição Pernambucana. É interessante o fato de que este movimento não teve apoio formal da Coroa protuguesa, cujos diplomatas na época encontravam-se ocupados tentando vender o Nordeste brasileiro à Holanda! Tendo como líder o senhor de engenho João Fernandes Vieira, o movimento conseguiu importantes vitórias frente aos Holandeses em 1645, no Monte das Tabocas (na cidade de Vitória de Santo Antão, a 45Km de Recife) e no Engenho de Casa Forte (no bairro de mesmo nome). Mas a vitória definitiva viria após as duas batalhas do Morro dos Guararapes (na vizinha cidade de Jaboatão), em 1648 e 1649. Este local é hoje considerado o berço do exército brasileiro. A retirada completa das tropas holandesas ainda seria demorada: somente a 27 de janeiro de 1654 os portugueses retomariam o controle de Recife. Em 6 de agosto de 1661, em troca de uma indenização de oito milhões de florins, os holandeses assinariam acordo em Portugal renunciando a qualquer pretensão sobre terras brasileiras.

Briga Entre Irmãs: a semente de desenvolvimento plantada pelos holandeses germinou em Recife. Pouco a pouco a cidade, lar de comerciantes e pequenos burgueses, chamados mascates, suplantaria a capital Olinda, lar dos tradicionais senhores de engenho. O ciúme entre as cidades irmãs culminou com a guerra dos mascates, em 1710.

Rebeldia no Sangue: o espírito revolucionário contaminou o sangue dos Recifenses. A capital pernambucana seria palco de várias revoltas, como a Revolução de 1817 e a Confederação do Equador, de 1824. Nelas se destacaria a figura de Frei Caneca, religioso fuzilado por seus ideais libertários. Mais recentemente, os mesmos ideais norteariam o trabalho de D. Hélder Câmara à frente da Arquidiocese de Olinda e Recife: sua voz calma e mansa foi o instrumento mais poderoso de combate às atrocidades cometidas pela ditadura militar no Brasil nos anos sessenta e setenta.
Fonte: Meurecife.com.br

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