16 setembro, 2007

Arqueólogos exumam rainha viking para identificar acompanhante


SLAGEN (Reuters), 10 de setembro - Arqueólogos exumaram nesta segunda-feira o corpo de uma rainha viking para tentar descobrir se a mulher sepultada a seu lado cerca de 1.200 anos atrás foi sacrificada para ser uma espécie de dama de companhia de além-túmulo.


Uma hipótese menos macabra é de que as duas mulheres sepultadas num pequeno monte gramado Oseberg, sul da Noruega, sejam uma rainha e sua filha, mortas da mesma doença por volta de 834."Faremos os exames de DNA para tentar descobrir. Não sei de nenhum esqueleto viking que tenha sido analisado como pretendemos", disse à Reuters, à beira da cova, Egil Mikkelsen, diretor do Museu de História Cultural de Oslo.Sob chuva, quatro homens cavaram cerca de 1,5 metro e ergueram um caixão de alumínio que contém os ossos das duas mulheres - que originalmente estavam sepultadas em um espetacular barco viking.


As mulheres e o barco de 22 metros, cuja proa curva feita de carvalho permanece intacta, foram descobertos em 1904 na colina de cinco metros de altura, cercada de milharais. O achado foi uma das grandes sensações arqueológicas do século XX.


O chamado barco de Oseberg está atualmente num museu em Oslo, mas os ossos voltaram a ser enterrados em 1948. Cerca de 200 pessoas, inclusive colegiais, assistiram à exumação.


"Não sabemos quem são as mulheres", disse Mikkelsen, acrescentando que o DNA vai esclarecer se eram parentes. "A análise de DNA pode provar se eram mãe e filha. Mas sempre achei que eram a rainha e sua criada", acrescentou.


A criada pode ter sido sacrificada - talvez degolada - num ritual para acompanhar a rainha ao Valhalla, o paraíso dos vikings. Numa tumba viking da Dinamarca, por exemplo, um idoso sepultado ao lado de um jovem havia sido decapitado.Uma nova análise química dos ossos também pode dizer o que as pessoas comiam. Na época dos vikings, a carne - de alce, por exemplo - era muito valorizada, enquanto os pobres comiam peixe.

"Se elas eram mãe e filha, provavelmente comiam a mesma comida. Se uma das mulheres era uma criada, elas teriam dietas diferentes", disse Mikkelsen.


O caixão de alumínio será levado a Oslo e aberto para as análises, que deverão durar um ano.Por Alister Doyle

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