27 março, 2006

Ação inédita beneficiará 92 comunidades quilombolas

Marta Maranhão

A iniciativa é inédita e beneficiará 92 comunidades quilombolas em Pernambuco. A partir desta segunda-feira, 27, a secretaria de Educação e Cultura (Seduc) realiza um seminário para discutir políticas públicas em educação voltadas para as populações quilombolas. O evento, que segue até a sexta-feira, 31, no Recife Park Hotel, em Boa Viagem, conta com as presenças de professores das escolas estaduais e municipais, além de representantes da Comissão Pastoral da Terra, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e dos povos indígenas. A secretária executiva de Desenvolvimento da Educação da Seduc, Sara Lima, e o coordenador de Educação do Campo na Seduc, Nilton Gomes, também participam do seminário. O encontro reúne no Recife educadores, lideranças quilombolas, professores da rede estadual e representantes das secretarias municipais para discutir uma educação que contemple às especificidades e pluralidade desses povos. Com a iniciativa, Pernambuco passa a ser o primeiro estado do Brasil a debater a questão educacional dos Quilombos. Posteriormente, espera-se realizar vários fóruns regionais com o objetivo de tornar freqüente este tipo de discussão. Durante o evento, o público ainda terá a oportunidade de participar de mesas redondas, palestras e debates. Na quarta-feira, 29, haverá uma palestra sobre a cultura e a nação africana, proferida pelo pesquisador Manuel Nascimento da Costa. Na ocasião, o público terá a oportunidade de ver a apresentação de músicas africanas no idioma Iorubá, uma prévia do CD que será gravado no Sítio de Pai Adão, em Água Fria, zona norte do Recife (ainda sem data confirmada).

O Sítio do Pai Adão, como é conhecido, também recebe o nome de terreiro Oba Ogunté. Junto com o terreiro de Mãe Menininha do Gantoá, na Bahia, é o único no país tombado como patrimônio estadual, por meio do Decreto 10.712 de 1985. O evento ainda conta com a participação de dois estudiosos dos quilombolas: o geógrafo Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, um dos maiores pesquisadores da cultura afro-descendente e especialmente dos povos quilombolas; e Raul Geovanni da Motta Lody, antropólogo e professor da Escola de Artes do Rio de Janeiro, também responsável por toda discussão acerca do tombamento do terreiro de Mãe Menininha. Raul Lody, como é conhecido, também desenvolve um projeto para que o acarajé, comida típica da baiana, seja inscrito no Livro de Patrimônio Nacional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Depois de discutir essas políticas públicas espera-se que os quilombolas tenham acesso a uma educação de qualidade. “O propósito é assegurar uma política pública para essas comunidades e ampliar o número de escolas, além de melhorar a infra-estrutura das unidades já existentes. Além disso, pretende-se criar uma nova concepção epistemiológica que atenda à especificidade histórica de cada comunidade levando em conta o modo de vida e as dificuldades enfrentadas pelas populações quilombolas ao longo dos anos”, destaca Nilton Gomes, coordenador do seminário.Atualmente, só a comunidade de Conceição das Crioulas, em Salgueiro, no Sertão, oferece uma escola com ensino médio. As demais, possuem apenas o ensino fundamental de 1ª a 4ª série, e existem ainda aquelas nas quais não há sequer uma unidade de ensino. Neste caso, os alunos são encaminhados às escolas localizadas nos municípios próximos das suas residências. Dentre tantos motivos que poderiam ocasionar a falta dessas unidades pode-se destacar, por exemplo, a ausência da certidão de nascimento de algumas crianças e jovens que, sem o documento, não podem ser matriculados. A carência de professores capacitados e infra-estrutura inadequada são obstáculos que permanecem nessas comunidades. Este encontro, portanto, tem como objetivo central discutir estratégias para melhorar a realidade nas comunidades quilombolas pernambucanas.
Jornal da Educação - PE

19 março, 2006

Um retrato do Brasil colônia

O Pelourinho, no centro histórico de Salvador, é um dos mais ricos e conservados conjuntos arquitetônicos do período colonial brasileiro. Visitar com os alunos seus casarões, igrejas, museus, ateliês e centros culturais é uma ótima oportunidade de ensinar como o encontro de portugueses, índios e africanos ergueu a primeira capital do Brasil, fundada em 1549 por Tomé de Souza. Comece pelas igrejas. Mostre a de São Francisco, que tem a nave e um conjunto de altares revestidos de ouro, além do mais importante conjunto de azulejaria portuguesa no país. Também imperdível é a Catedral da Sé, onde o padre Antônio Vieira proferiu alguns de seus famosos sermões. Nas ruas, a garotada vai perceber por que a localização geográfica do Pelourinho - no alto de morros - foi fundamental para evitar uma invasão holandesa em 1620. Não deixe de fora do roteiro prédios históricos como o da primeira faculdade de medicina do Brasil - que abriga os museus de Arqueologia, de Etnologia e o Afro-Brasileiro - e o largo do Pelourinho, local em que até o século 19 escravos eram torturados.
O que é que a Bahia tem?

Temas para todas as idades podem ser explorados num passeio pelo Pelourinho. Com as crianças da Educação Infantil, é possível estudar o artesanato de influência africana, as fachadas do casario colonial e sons, cores e formas presentes em manifestações folclóricas como a capoeira. Turmas do Ensino Fundamental podem explorar a geografia e a história do lugar por meio de mapas e desenhos. A variação de estilos arquitetônicos é assunto ideal para o Ensino Médio. Diferentes abordagens, de acordo com a idade dos alunos, podem ser experimentadas em torno da obra dos poetas Gregório de Matos e Castro Alves e do romancista Jorge Amado, que se referem direta ou indiretamente ao local. As sugestões são de Tânia Simões, diretora de assuntos culturais do Projeto Pelourinho Dia e Noite, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia.
Para conhecer
PELOURINHO INFORMAÇÕES
O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia oferece roteiros especiais para professores. R. Gregório de Matos, 45, tel. (71) 3117-6452.
INTERNET No site da Emtursa (http://www.emtursa.ba.gov.br/), há mais dados sobre o centro histórico.
Fonte: Rev. Nova Escola

Curiosidades

Rodar a baiana?
SIGNIFICATIVO: Enfezar-se, dar um escândalo público.
HISTÓRICO:No início do século, no Rio de Janeiro, os primeiros blocos de carnaval saíam às ruas e cruzavam a cidade cantando e dançando com suas fantasias. Alguns dândis mais folgados se aproveitavam da euforia geral e lascavam beliscões nas nádegas das moças. Para pôr um fim nisso, no meio das baianas, iam uns capoeiristas vestidos como elas, levando consigo navalhas escondidas. Ao primeiro sinal de desrespeito, esses soltavam uma meia-lua (golpe de capoeira) na orelha do espertinho. Quem assistia de fora não entendia muito bem, só via "rodar a baiana" e depois aquele Deus nos acuda.

Qual era a diferença entre piratas e corsários?
Os piratas atacavam por conta própria, ao contrário dos corsários, que atuavam em nome de um rei. Atacavam navios de países inimigos, usando a bandeira do seu país, e dividiam o saque com o rei, que ficava com a maior parte. Esta não era a regra geral, já que a maioria dos piratas era independente.
De onde vem a expressão "tempo é dinheiro"?
O físico Benjamin Franklin (1706-1790) teria chegado a ela depois de ler obras do filósofo grego Teofrasto (372-288 a.C). O pensador grego, a quem é atribuída a autoria de cerca de 200 trabalhos em 500 volumes, teria mencionado a frase: "o tempo custa muito caro". Isto porque ele escrevia, em média, um livro por cada dois meses.
Porque é que os aviões a jato deixam marcas no céu?
Por causa do rápido arrefecimento dos gases provenientes da combustão dos motores. O vapor de água desses gases transforma-se rapidamente em cristais de gelo, deixando as trilhas de condensação.
Como é que funciona a luz de um pirilampo ou vagalume?
A luz desse inseto, chamada de bioluminescência, serve para aproximar o macho e a fêmea. A luz acende-se no abdômen. A sua produção depende de uma substância, a luciferina. Em contacto com o ar e com uma enzima (luciferase), essa substância produz uma luz amarelo-esverdeada.
De onde vêm os sonhos?
Uma pessoa acordada usa a consciência para tomar decisões e agir. A consciência é a parte do cérebro que convive e atua no dia-a-dia. Entre os vários níveis da consciência, existe o subconsciente. Ele, além de guardar as memórias pessoais, também é o responsável pela criação dos sonhos.Durante o sono o subconsciente formula histórias para se comunicar com o consciente.

Como é que as moscas conseguem fugir tão rápido quando tentamos matá-las?
O corpo delas é todo coberto de pêlos que funcionam como mini-radares. Eles são especialmente sensíveis a movimentos de ar. O movimento da mão ou de qualquer outro objeto sólido cria a flutuação do ar e permite que a mosca voe antes de receber o golpe mortal.
Porque é que o leite derrama quando ferve?
O leite, ao ferver, expande-se e sobe. O aquecimento faz com que a água contida no leite ferva e evapore. Quando isso acontece, ela leva consigo proteínas do leite que possuem baixo peso molecular e estão na camada mais superficial do líquido - assim, elas acabam por transbordar.
Como é que as ostras fabricam as pérolas?
Qualquer corpo estranho (grãos de areia ou parasitas) que invada a concha pode causar irritação. Como mecanismo de defesa, as ostras revestem esse corpo estranho de madrepérola, uma substância cálcica que elas expelem para proteger a concha. É assim que se formam as pérolas.

É verdade que a casca da laranja é inflamável?
A casca de laranja tem um combustível formado por uma mistura de óleos essenciais. Cerca de 90% desses óleos são constituídos por limoneno, substância pertencente aos hidrocarbonetos (composição de carbono e hidrogênio). Esse composto é inflamável. A gasolina, produto derivado do petróleo, também tem uma mistura de hidrocarbonetos.
De onde vem a gravata?
No século XIX, a elegante sociedade europeia "descobriu" esta peça do vestuário. Foi então que a cravat foi elevada do cenário militar e político, passando a fazer parte do guarda-roupa masculino. Hoje, a gravata é aceita no mundo inteiro e em certos ambientes e eventos, é obrigatória.
Ler no carro ou no ônibus pode descolar a retina?
A retina é a região do olho que recebe a luz e transforma-a em sinais que serão enviados para o cérebro. Ela fica colada no fundo do olho e mantém as estruturas oculares no lugar com uma espécie de gelatina chamada humor vítreo. Apenas uma lesão muito forte, como uma pancada, é capaz de a fazer descolar. Já as pessoas muito idosas ou os automíopes, que têm miopia acima de 8 graus, é que podem ter a retina descolada sem motivos aparentes.
Como é que nasce um "galo"?
Quando se leva uma pancada na cabeça, alguns dos vasos sanguíneos que irrigam a região rompem-se, deixando vazar o plasma, parte líquida do sangue composta principalmente de água. Como logo abaixo deles está o crânio, esse líquido não tem por onde vazar, e forma uma saliência.
Porque é que as frutas escurecem depois de cortadas?
Quando o oxigênio entra em contato com essas frutas ele reage com uma substância delas e escurece-as, ou oxida como dizem os químicos. Mas isso não quer dizer que as frutas fiquem estragadas. Para retardar essa oxidação, quando cortares ou descascares essas frutas podes regá-las com limão. O ácido do limão ou da laranja pode fazer com que as frutas demorem a ficar escuras porque o ácido é um anti-oxidante..
Qual é a função das impressões digitais no nosso corpo?
As pequenas saliências da pele, as cristas papilares, são úteis porque funcionam como antiderrapante. Se a palma e as pontas dos dedos fossem totalmente lisas, os objectos escorregariam da mão com muito mais facilidade. O mesmo vale para a planta e os dedos dos pés: aumentam a aderência ao chão.
Porque é que a barriga faz barulho quando temos fome?
O estômago faz barulho quando se prepara para receber os alimentos. Este processo acontece nos horários em que a pessoa está habituada a comer. O estômago contrai-se e as paredes do abdômen funcionam como uma espécie de amplificador. Por isso, parece que temos um monstro dentro da barriga.
Porque é que bocejamos?
Quando estamos cansados ou entediados o metabolismo fica mais lento e o nível de dióxido de carbono no sangue tende a aumentar. Durante o bocejo, a pessoa inspira mais ar e o organismo equilibra-se. Isto porque a quantidade de oxigênio na corrente sanguínea aumenta.
Porque é que a pimenta nos faz espirrar?
Um dos culpados disso é o óleo encontrado na pimenta, que é retirado das sementes da planta e é usado para condimentar linguiças, molhos, carnes, etc. Outra culpada é a piperina, substância presente nas pimentas preta e branca. Mas, espirramos principalmente porque se costuma usar a pimenta em pó, e quando as suas partículas são aspiradas pelo nariz, o organismo tende a expeli-las, assim como faz com qualquer outro tipo de pó.
Porque é que um livro de mapas é chamado de Atlas?
O termo vem do nome de uma personagem da mitologia grega. Como punição por lutar contra os deuses, Atlas foi forçado a carregar o globo terrestre nos ombros. Esta cena passou a ilustrar vários livros de mapas da antiguidade.Com o tempo, esses livros ficaram popularmente conhecidos como Atlas
Porque é que o mar é salgado?
Durante milhares de anos, as águas das chuvas lavaram as rochas, dissolvendo uma parte dos sais que as constituem. As águas dos esgotos despejam anualmente milhões de toneladas de minerais nas fossas marinhas. As águas dos mares são mais salgadas que as águas continentais por causa da evaporação , que provoca uma salinização constante e particular de cada mar.
Porque é que as pipocas rebentam?
O grão de pipoca contém água no seu interior. A explosão da pipoca não é nada mais do que a expansão do vapor de água dentro do grão. Sabe-se que muito antes de Colombo descobrir a América, os índios do norte do continente americano já comiam pipocas. Eles começaram a fazê-las com a espiga inteira colocada num espeto e levada ao fogo. Depois, passaram a deitar o grãos soltos directamente para o fogo. Outro modo era cozinhar o milho numa panela de barro cheia de areia quente.
Qual é a comida que dura mais tempo sem se estragar?
O mel pode durar practicamente para sempre, quando bem conservado. Nas câmaras subterrâneas do Egipto antigo, onde eram deixados alimentos em homenagem aos mortos, encontrou-se mel ainda comestível.

Porque é que alguns ovos têm duas gemas?
Porque durante a ovulação dois óvulos são libertados ao mesmo tempo. E é mais comum isso acontecer com galinhas jovens.
Qual é a diferença entre produtos light e diet?
Os produtos light têm menos calorias que os tradicionais. Os produtos diet não são, necessariamente, menos calóricos, pois podem ter mais gordura que os tradicionais. Os produtos diet são destinados aos diabéticos por não possuírem açúcar.
Porque é que os queijos suíços têm buracos?
Os buracos são formados com a expansão de gases emitidos por uma bactéria. Ela é colocada durante os primeiros estágios da produção do queijo suíço e ajuda a amadurecê-lo e a dar-lhe o seu sabor característico.
Porque é que os chefs de cozinha usam chapéus brancos e altos?
O costume data do século XV, quando os cozinheiros eram bem pagos e respeitados pelos gregos na era bizantina. Quando os turcos derrubaram o Império Bizantino, em 1453, os bons chefs esconderam-se entre os monges. E, para não serem identificados, adotaram as vestimentas dos monges, incluindo um chapéu negro e alto. Com o tempo, mudaram a cor do chapéu para se diferenciarem do clero.
Porque é que descascar cebolas nos faz chorar?
A cebola tem um óleo que evapora quando ela é cortada ou descascada. O vapor do óleo afecta os nervos do nariz que estão ligados aos olhos. Por isso eles lacrimejam.

Porque é que as garrafas de vinho não são transparentes?
O vidro colorido das garrafas funciona como um filtro solar. O vinho é como a pele: sofre com os raios UVA. Se deixado em lugar ensolarado pode ter o seu aroma e sabor alterados. Mesmo que a garrafa sirva de proteção, é necessário guardá-las em local protegido do calor e da luminosidade.


Porque é que as pessoas se cumprimentam com um aperto de mãos?
Esta antiga tradição começou no tempo das grandes batalhas. Os adversários davam as mãos para mostrar que não escondiam nenhuma arma. Era um sinal de confiança entre as duas partes.


Qual é a origem da palavra "folclore"?
A palavra folclore é aceita internacionalmente desde 1878. A expressão apareceu pela primeira vez na imprensa publicada na revista The Athenaeum, há cerca de 150 anos. O texto, do arqueólogo inglês William John Thoms, propunha o estudo de culturas diversas. O autor sugeria a junção das palavras folk (povo) e lore (sabedoria) para designar tal ocupação.


Por que é que os peixes estão sempre com a boca aberta?
Estes animais não conseguem respirar sem que uma corrente de água sempre renovada passe pelas suas guelras. Essa circulação ocorre pela boca, em direção aos operáculos, que se baixam e se erguem regularmente. Assim, quando a água passa pelas guelras, é filtrada e dela é retirado o oxigênio necessário à respiração dos peixes.


Por que é que se põem ferraduras nas patas dos cavalos?
O cavalo pisa sobre a extremidade de um único dedo, protegido por um casco, que é uma unha córnea. Na Antiguidade, os cavalos não eram ferrados e, como os cascos se desgastavam depressa, os animais não podiam trabalhar por muito tempo. Por volta do século X, no Ocidente, passaram a colocar as ferraduras, cujos cravos se enterravam na parte morta do casco.
FONTE: PORTAL DAS CURIOSIDADES

Rua Siqueira Campos , 304 - Santo Antônio - Recife - PE - CEP 50010-010 - Fone: (0**81) 2122-6200
Produzido por
InterJornal

Prêmio seleciona trabalhos que estimulem a igualdade étnica e racial

Talita Rampazzo

Estão abertas as inscrições para a terceira edição do prêmio Educar para a Igualdade Racial: Experiências de Promoção da Igualdade Racial-Étnica no Ambiente Escolar. Podem participar projetos que incluam a temática étnica e racial nos conteúdos escolares com o objetivo de diminuir a discriminação. As inscrições estão sendo feitas até o dia 15 de abril. O prêmio é dirigido a professores e gestores da educação infantil, do ensino fundamental e médio de unidades públicas ou privadas de todo o país.Os interessados devem preencher uma ficha no site do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT), que promove o prêmio. O endereço eletrônico é www.ceert.org.br. A ficha também pode ser enviada pelo correio para a sede do CEERT, rua Duarte de Azevedo, 737, Cep 02036-022, São Paulo. Os candidatos podem se inscrever nas categorias: educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, sendo permitido participar de mais de uma categoria, desde que apresentem trabalhos diferentes para cada uma delas. A atividade inscrita deverá ter sido realizada entre os anos de 2003 e 2005 e estar relacionada ao menos a uma das áreas de conhecimento: Ciências, Educação Artística, Educação Física, Geografia, História, Matemática, Língua Estrangeira, Língua Portuguesa, Física, Química, Biologia, Filosofia, Psicologia e Sociologia. O projeto pode ser desenvolvido em parceria com professores das diversas disciplinas, mas na inscrição deverá ser escolhido somente o nome de um professor responsável.
Uma comissão formada por pedagogos, historiadores, antropólogos e psicólogos, escolherá 32 trabalhos, oito de cada categoria, para a segunda etapa do prêmio. Os selecionados deverão enviar pelos correios para o endereço do CEERT material que ilustre o projeto. Poderão ser remetidos vídeos, fotografias, produções dos alunos, entre outros. As escolas serão notificadas por telegrama e terão um prazo de sete dias para enviar o material. Os projetos desenvolvidos nessas unidades farão parte de um livro publicado pelo CEERT.
Ao final, serão selecionados três trabalhos de cada categoria. Somente na cerimônia de premiação, prevista para o segundo semestre deste ano, serão conhecidos os nomes dos vencedores. O primeiro lugar receberá um prêmio de R$ 9 mil, o segundo R$ 5 mil e o terceiro R$ 3 mil. Além disso, o CEERT entregará a cada um dos ganhadores um kit com livros sobre a temática racial-étnica.Prêmio Educar para a Igualdade Racial - O objetivo é sensibilizar profissionais da educação para a inclusão da temática racial-étnica nos projetos pedagógicos das escolas. Além disso, o prêmio visa a contribuir para eliminação da discriminação racial-étnica com o desenvolvimento de metodologias e material didático que auxiliem o educador a tratar as relações étnicas em sala de aula. Em seu terceiro ano, o prêmio também ajuda a difundir experiências educacionais, valorizando iniciativas bem sucedidas.
Jornal da Educação - PE

18 março, 2006

Alunos de Jaboatão lançam livro sobre quilombo


Por Talita Rampazzo

Uma aula de história sobre os remanescentes quilombolas de uma turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA), do 1º e 2º ciclos da Escola Estadual Professora Cândida de Andrade Maciel, em Cajueiro Seco, Jaboatão dos Guararapes, rendeu tantas discussões sobre sociedade escravocrata e preconceito racial que acabou se transformando em livro. A publicação, com o nome de Quilombo, será lançada nesta segunda-feira, 20, às 19h30, no pátio da escola. A Secretaria de Educação e Cultura (Seduc) realizou a edição e a impressão dos exemplares.

O material foi escrito por 28 alunos e pela professora de História, Marta Passos. “O trabalho foi desenvolvido em 2004 para investigar a comunidade de Conceição das Crioulas, localizada no município de Salgueiro, no Sertão, que se originou a partir de um quilombo”, explica a professora. Segundo ela, a idéia de abordar o tema começou a partir da leitura de uma notícia de jornal sobre as localidades que foram fundadas por escravos fugidos, os quilombos. O estudo teve como objetivo verificar quais as semelhanças e diferenças entre essas comunidades na época em que foram criadas e nos dias de hoje, com a influência dos meios de comunicação.

Durante o primeiro semestre de 2004, a turma de EJA participou de uma formação, assistindo a vídeos e palestras e lendo livros para a familiarização do tema. O segundo semestre foi dedicado ao trabalho de campo, com uma excursão a Conceição das Crioulas, a análise dos dados observados e a produção de textos. O livro, com 28 páginas, foi ilustrado com fotos feitas pelos alunos durante a pesquisa. A publicação conta com um anexo que detalha as opiniões dos alunos sobre o estudo realizado.“Com este trabalho, concluímos que o mundo está em constante mudança. Antes de chegar ao remanescente de quilombo, tínhamos uma referência que foi sendo desfeita. As pessoas que vivem em Conceição das Crioulas têm uma realidade igual a nossa. A luta deles contra a discriminação e pela cidadania é a mesma”, conclui Marta. Outro resultado observado pela professora foi a melhoria da leitura e da escrita dos alunos. As fotos do projeto já foram apresentadas em exposição na escola e participou de um dos painéis da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 2005, em Fortaleza, no Ceará. Este ano, uma outra turma da EJA da mesma escola está realizando um trabalho de campo sobre o Rio São Francisco. Uma viagem para Petrolina já está sendo planejada.
Jornal da Educação - PE