16 julho, 2006

Ação solidária na comunidade da Iputinga

AJUDE O NÚCLEO DE MORADORES DO BAIRRO DA IPUTINGA E ADJACÊNCIA A COLABORAR COM A INCLUSÃO SOCIAL!

A entidade atende cerca de 70 crianças e 100 jovens e adolescentes em situação de risco. Uma das maiores necessidades da entidade é a aquisição de computadores para implantação de seu laboratório de informática. A finalidade é realizar a inclusão dos participantes inscritos nos programas sociais nesse novo universo da informação.

Atenção! Estamos em campanha com a finalidade de montar um pequeno laboratório de informática. Participe doando computador, impressora, mesa para computador ou seja voluntário dessa campanha! Nos envie a sua mensagem clicando aqui!


DESCRIÇÃO DE ATIVIDADES E PROJETOS REALIZADOS

Escola comunitária – (Crianças de 4 a 6 anos) Tem como objetivo proporcionar atividades pedagógicas de educação infantil, desenvolvendo a criança nas áreas de: conhecimento do mundo, música, movimento e expressão, artes visuais, linguagem escrita e oral, matemática e ecologia.

Programa Agente Jovem
Através do Programa Agente Jovem, meninos e meninas (entre 16 e 17 anos) em situação de vulnerabilidade social ganham uma oportunidade ocupacional diferenciada. E aprendem, na prática, a se tornarem cidadãos produtivos.
O programa busca, também, desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes que contribuem para a empregabilidade e a inclusão social de jovens de baixa renda.

Os objetivos mais esperados são

» Promover sua integração/reintegração na família, na comunidade e na sociedade;
» Desenvolver ações de protagonismo juvenil, preparando os jovens como agentes de desenvolvimento de sua comunidade;
» Contribuir para a diminuição dos índices de violência, uso de drogas, contaminação pelo vírus HIV da AIDS e demais doenças sexualmente transmissíveis, além de gravidez não planejada;
» Criar condições para a inserção, reinserção e permanência do jovem no sistema escolar.

QUEM SOMOS

O NÚCLEO tem sua sede própria localizada no bairro da Iputinga, no município de Recife (Pernambuco) e, num efeito multiplicador, expande sua atuação por várias comunidades carentes localizadas na adjacência do Iputinga, entre elas: Detran, Cordeiro e Vázea - periferia da Zona Oeste de Recife.
O bairro da Iputinga integra a 4ª Região Político-Administrativa do Recife (RPA-4)

O bairro da Iputinga conta com uma população de 46.944 habitantes (Conforme dados do Censo IBGE, em 2000). Está localizado entre os seguintes bairros: Várzea, Caxangá, Cidade Universitária, Engenho do Meio, Cordeiro, Poço e Monteiro.

Perfil da região atendida - Alto índice de desemprego - População de baixa renda - Problemas de acessibilidade - Pouca oportunidade de trabalho, especialmente para jovens - Alta incidência de chacinas, tráfico de drogas e porte ilegal de armas - 80% dos homicídios acontecem por causa do envolvimento com drogas.

NÚCLEO DE MORADORES DO BAIRRO DA IPUTINGA E ADJACÊNCIA
Rua Baltazar da Silva Lisboa, 170 Iputiga - CEP 50.680-110
Recife-PE - Telefone: (81) 3271-3560
Coordenadora
: Gilda de Souza Rocha
Funcionamento: 2ª a 6ª de 08h00 às 17h00.

20 maio, 2006

Inquietação e Mudança - Entrevista com o empreendedor social Rui Mesquita

Inquietação e Mudança

O Nordeste é uma região bonita e desafiadora, com grande tradição de iniciativas e movimentos de participação. A inquietação pode e deve levar a mudanças. A inquietação é mais natural nos jovens. Por isso, Rui Mesquita, cearense radicado há quase 10 anos em Pernambuco, ex-militante estudantil, formado em Administração, criou junto com outros jovens, a Academia de Desenvolvimento Social – uma organização que valoriza a indignação e fortalece a capacidade de ação social de jovens do Grande Recife.Para possibilitar aos internautas um olhar nordestino sobre o Nordeste, um olhar jovem sobre a questão da juventude e um olhar de militante quase veterano sobre a questão social, sem nenhuma mediação, o Portal do Voluntário entrevistou em Recife o empreendedor social Rui Mesquita. Leia e confira.

Portal do Voluntário - O enunciado da missão da Academia de Desenvolvimento Social é diferenciado: “Canalizar inquietações humanas para gerar mudanças sociais”. O que isto quer dizer?

Rui Mesquita - Acreditamos muito que as mudanças sociais não acontecem à toa, mas sim porque alguém, geralmente em grupo, idealiza e viabiliza espaços e ações, movimentos e organizações, propostas e políticas para influenciar o nosso dia-a-dia e provocar mudanças na sociedade, a partir de suas inquietações frente ao mundo e à sociedade. Acreditamos que é o sentimento de inquietação que provoca ações empreendedoras no campo da mudança social. Daí a nossa missão expressar essa crença. Também acreditamos na capacidade inata de todos os seres humanos de se inquietarem e a partir daí agirem. Porém reconhecemos que é na juventude onde tais sentimentos de inquietação se expressam com mais intensidade e naturalidade. Isso faz com que a Academia, que é uma organização formada por um grupo de jovens militantes dos movimentos sociais juvenis, esteja também naturalmente voltada para apoiar outros grupos juvenis a provocar mudanças sociais, a partir das suas inquietações.

Portal do Voluntário - O que é e o que faz a Academia? Como começou? Quais são suas principais atividades?

Rui Mesquita - Tudo começa numa série de inquietações de dois jovens estudantes, um cearense (esse sou eu) e outro piauiense (o Romel Pinheiro), que por alguns anos e por diferentes caminhos tiveram grande militância no movimento estudantil brasileiro, a partir de Pernambuco, e justamente por isso ganharam um novo horizonte do panorama social do Brasil e da juventude, e seus desafios. As primeiras discussões sobre a Academia acontecem entre 1998 e 1999, no Recife, sobre como poderíamos institucionalizar uma iniciativa que pudesse estimular o desenvolvimento social, através da participação de novos protagonistas, de jovens, como nós mesmos. Foi aí que, após alguns meses de discussão, veio a idéia de criarmos uma ONG, a Academia de Desenvolvimento Social. Percebemos na época que teríamos que começar pequenos e devagar. Montamos então uma estratégia de intervenção para a Academia, de suporte a grupos juvenis para provocarem mudanças na sociedade a partir dos problemas que mais os inquietam. Essa estratégia era baseada em três grandes pilares: Informação, Formação e Intervenção. Começamos criando projetos para provocar a circulação e a discussão de informações sobre os movimentos sociais, políticas públicas e os principais desafios do campo social, para em seguida iniciarmos um programa de formação instrumental em gestão social, e por fim iniciarmos um programa de intervenção, que possibilitasse apoio direto a grupo juvenis com propostas de intervenção social. Primeiramente iniciamos alguns projetos que não precisassem de recursos que não dispúnhamos, como estrutura física e recursos financeiros. Atualmente a Academia leva a cabo cinco projetos. Dentro do pilar de informação são três: o nosso website (www.academiasocial.org.br), o Clipping Terceiro Setor e o Ponto de Encontro. No pilar de formação realizamos periodicamente vários cursos de gestão social (planejamento de projetos, marketing social, captação de recursos, dentre outros). E no pilar de intervenção, a nossa mais recente e mais desafiadora iniciativa, a Incubadora Social para Ação Jovem.

Portal do Voluntário - Outra característica que chama a atenção é o foco no empreendedorismo social e não em boas ações, como é mais freqüente. Por que empreendedorismo?

Rui Mesquita - Primeiramente costumo sempre ressaltar que essa palavra, empreendedorismo, geralmente é associada àquelas pessoas que empreendem no campo dos negócios, das empresas. Mas esta seria no mínimo uma forma pobre de se aplicar esse termo. Na língua francesa, onde o termo "empreendedor" surgiu, por volta dos séculos XVII e XVIII, significa: aquele que se compromete com um trabalho ou uma atividade específica e significante. Desde então o termo tem sido basicamente utilizado através de um olhar meramente economicista, com forte viés de uso para a exploração das oportunidades de mercado. O seu uso no campo social pode ser novo, mas o fenômeno não. Existem muitos empreendedores sociais na nossa história, que se comprometeram com muitos trabalhos e atividades significantes para a nossa sociedade e que criaram muitas das organizações e iniciativas sociais que hoje temos como referência. São empreendedores com uma missão social, que têm o papel de agentes de mudanças na sociedade, motivados e impulsionados não por uma oportunidade ou por uma chance de fazer uma boa ação, mas sim por uma inquietação interna e um bom senso de liderança que os levam inclusive a mobilizar outras pessoas em prol de uma causa comum, central e explícita. Por isso o nosso foco e a nossa aposta no empreendedorismo social como uma grande alavanca impulsionadora do desenvolvimento. Mas não basta o empreendedorismo sozinho. Os empreendedores sociais têm que se conhecer e reconhecer, para poderem atuar em conjunto, em rede, unindo cada vez mais esforços e forças para a mudança social. Este foco também não deixa de ser um reflexo da nossa própria atuação na Academia, que consideramos possuir uma boa pitada de empreendedorismo social.

Portal do Voluntário - É verdade que a organização foi criada e é dirigida por jovens recém-formados? Que diferença isso faz? Vocês sentem reservas ou resistências por causa disso?

Rui Mesquita - Sim, a iniciativa partiu de dois jovens, eu e o Romel, entre 1998 e 1999 quando ainda cursávamos o último ano de graduação em Administração na Universidade de Pernambuco (UPE). Não queríamos simplesmente virar “administradores” e trabalhar em alguma empresa privada. Não que haja algo de errado nisso, muito pelo contrário, mas havia algo que nos fazia caminhar em outra direção, usando a bagagem instrumental e teórica do curso de Administração munida de uma outra lógica e de outros valores. Na época eu tinha 22 anos. Atualmente tenho 26. Ao longo do tempo outros jovens ingressaram na Academia. Hoje somos cinco. O mais velho tem 31 anos e o mais novo 25. Estamos “crescendo”, é verdade, mais carregamos no nosso bojo a essência de sermos uma organização juvenil. E naturalmente algumas resistências ocorreram sim, devido ao choque de alguns pela nossa idade, mas sempre foi algo que conseguimos reverter com certa tranqüilidade. Creio que ainda existe muita gente que não está acostumada a trabalhar com jovens de igual para igual, o que é natural por uma série de questões históricas, mas que aos poucos a tendência está se revertendo.

Portal do Voluntário - Qual foi o papel da Federação Nacional dos Estudantes de Administração (FENEAD) na sua formação como empreendedor social e na criação da Academia de Desenvolvimento Social? A FENEAD é parceira da Academia?

Rui Mesquita - A FENEAD foi uma grande escola, sem sombra de dúvida! Devo muito das minhas experiências e valores a ela e aos que dela fizeram parte junto comigo. Meu primeiro contato com a FENEAD foi em 1995. Nela exerci várias funções, como a de Diretor Regional para os estados de Pernambuco e Alagoas, entre 1996 e 1997, e o de Presidente da Diretoria Nacional, entre 1997 e 1998. Também participei da criação e organização do I EREAD Nordeste (Encontro Regional dos Estudantes de Administração do Nordeste), ocorrido em maio de 1997 no Recife. A FENEAD surgiu em janeiro de 1995, levantando a bandeira de uma “nova cara para o movimento estudantil”, sem nenhum vínculo partidário e mais antenado com as questões sociais do país. Em 1996 surgiu o Prêmio FENEAD, hoje uma grande “ação nacional de estudantes universitários para soluções sociais”. Em seguida surgiram algumas outras iniciativas mais propositivas, como, por exemplo, o Trote Cidadão, que fizeram da FENEAD uma nova proposta de ação civil estudantil, muito mais próxima dos movimentos sociais e da sociedade civil como um todo. Uma forma diferente e inovadora de fazer política, sem o envolvimento dos partidos políticos. Atualmente a Academia é parceira do Prêmio FENEAD, um dos projetos da Federação. Além de outros tipos de trocas e apoios, juntos organizamos um projeto em comum, o Ponto de Encontro por um Novo Mundo, que ocorre mensalmente no Recife, também em parceria com a UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).

Portal do Voluntário - Como está hoje a FENEAD? Ela é uma organização estudantil política? Quais são suas principais atividades?

Rui Mesquita - Meu contato tem sido mais forte com o Prêmio FENEAD, uma vez que sua coordenação nacional 2002/2003 está sediada no Recife, e não com a FENEAD como um todo, que tem sua atual sede em São Paulo. Por isso não tenho tanta segurança para falar de como está a Federação como um todo atualmente, mas de certo ela sempre foi e continuará sendo uma organização política, porém não sei se atualmente está tendo relações partidárias ou de “politicagem”. Sei que nenhuma dessas duas coisas ocorre com o Prêmio FENEAD. Sei também que na minha época de FENEAD sua diferença estava baseada justamente em fazer política social, sem fazer política partidária. Sei também que muita gente boa saiu da FENEAD daquela época, que hoje se destacam nas suas áreas de militância social, acadêmica e/ou governamental, como por exemplo o Edson Sadao (SP), a Paulinha Schomer (RS/BA), o Alexandre Nicolini (RJ/BA), o Edgilson Tavares (PB/DF/SP), a Karla Bertocco (SP), a Patrícia Kanashiro (SP), o Evandro Biancarelli (SP), o Euler Darlan (MG) e tantos outros grandes e bons amigos feitos…

Portal do Voluntário - Chama a atenção no site a capacidade de articulação e trabalho em parceria da Academia, tanto com o chamado Terceiro Setor como com empresas e órgãos públicos. Vocês decididamente não estão no bloco do eu sozinho. Esta atitude explica o sucesso obtido até agora?

Rui Mesquita - Não sei se explica completamente, mas sem dúvida contribui e muito. Lembro-me como se fosse hoje que assim que terminamos de fazer a versão 1.0 do primeiro projeto da Academia, no final de 1998, o publicamos automaticamente na Internet (em uma dessas hospedagens gratuitas de site), e o divulgamos para a maior quantidade de pessoas possíveis com as quais mantínhamos contatos. E recebemos muitos e bons comentários sobre a idéia original, sem ligar para alguns que insistiam em dizer que se realmente continuássemos divulgando o projeto dessa maneira, pela Internet, pessoas mal intencionadas poderiam simplesmente copiar a idéia e pô-la em prática na nossa frente. Mas que bom se outras Academia tivessem surgido também. E o que ocorreu é que algumas pessoas se identificaram conosco e com nossa causa e essa reação em cadeia faz com que hoje tenhamos tantos e bons parceiros. Temos a consciência de que sozinhos não iremos a lugar nenhum. Sobre sermos um sucesso, penso que muitas coisas boas estão sendo alcançadas, mas também penso que existem muitas pedras no caminho e muitos tropeços também, além de muitas mancadas e muitos erros de nossa parte, que procuramos sempre observar, sentir e com eles aprender, continuando a seguir em frente. É um aprendizado contínuo e temos total consciência de que ainda há muito para ser feito. Estamos apenas no começo de uma longa, difícil, mas gostosa, caminhada.

Portal do Voluntário - A Academia de Desenvolvimento Social, em meio a um setor que reclama da falta de investidores, conseguiu parcerias como o SEBRAE e a Fundação Kellogg. Como isto foi possível a uma organização nova, dirigida por jovens, focada no fortalecimento de iniciativas e organizações de jovens? Qual foi caminho percorrido até este sucesso?

Rui Mesquita - Na verdade não existe nenhuma receita de bolo, mas sim uma grande confluência de missões e objetivos, regados com uma boa dose de confiança mútua, capacidade institucional e risco. A Fundação Kellogg já mantinha certo contato com a Academia fazia algum tempo, desde 2000, no início por algumas coincidências, depois por afinidades de causa e missão, especialmente dizendo respeito às questões juvenis. O SEBRAE também se aproxima muito do nosso trabalho por sua visão empreendedora, e com a Academia levantando essa bandeira do empreendedorismo social jovem, então nada mais natural foi nossa aproximação, em 2002. Ambas instituições são muito importantes para a Academia, especialmente para a Incubadora Social para Ação Jovem, nosso principal programa. A Fundação Kellogg e o SEBRAE estão literalmente incubando a Incubadora Social.

Portal do Voluntário - Como está o Terceiro Setor no Nordeste? Na área social, a região é prioridade de investidores sociais nacionais e estrangeiros, de organizações de todos os setores. No entanto, pouco se conhece dos avanços da cidadania e do protagonismo da sociedade no Nordeste. Por que?

Rui Mesquita - O Nordeste é, sem sombra de dúvidas, uma grande, bela e desafiadora região, que infelizmente ainda possui muitos mitos, imagens e estereótipos do resto do país. E infelizmente não é a única região do nosso país com esse tipo de problema, o Norte, e de alguma forma também parte do Centro-Oeste, sofre do mesmo problema. Diria também que não existe apenas um único Nordeste, como muitos que não são daqui costumeiramente pensam, mas sim vários Nordestes, com sotaques diferentes, realidades geográficas, políticas, econômicas e sociais muito diferenciadas. Eu mesmo sou cearense, e há mais de nove anos vivo em Pernambuco, o que me faz conhecer um pouquinho esse pedaço do país. Há uma grande diferença entre as capitais estaduais e os demais municípios do interior, por exemplo, tanto na realidade sócio-econômica como na realidade cultural. Há também uma grande diferença entre as cinco grandes regiões internas do Nordeste: o Meio Norte, o Litoral Norte, o Semi-Árido, o Agreste e a Zona da Mata. E ainda são nove estados, cada um com suas particularidades, potenciais e problemas. E dentre estes nove estados uma coisa é falar em Ceará, Pernambuco e Bahia, os três “ricos” da região, outra coisa é falar em Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe. O movimento social sempre foi muito forte por aqui. Há uma forte tradição associativista e de participação política nas maiores cidades, especialmente em Recife, Salvador e Fortaleza, onde muitas ONGs surgiram ainda no período da ditadura militar. Havia um grande ativismo político de resistência à ditadura no Nordeste, o que fez com que muitos nordestinos fossem exilados no exterior, e alguns deles, ao retornar ao país criaram muitas organizações sociais. Quem nunca ouviu falar do protagonismo de Josué de Castro (e a Geografia da Fome), de Paulo Freire (e a Pedagogia do Oprimido), de Luís Freire, Dom Helder Câmara e Tânia Bacelar? Isso para não falar em tantos outros Joãos, Marias e Severinos da nossa região que fazem nossa história se erguer. Infelizmente os meios de comunicação brasileiros, e nordestinos, exaltam muito mais o centro-sul do país em detrimento das demais regiões, o que cria tudo um imaginário popular e um grande estereótipo, que nem sempre é sadio e verdadeiro, das diferentes regiões do país. Talvez o que falte para se conhecer melhor os avanços e o protagonismo do Nordeste é deixar de lado toda e qualquer imagem de terceiros sobre a região e vir até aqui para construir sua própria imagem. Existem grandes iniciativas de desenvolvimento local no interior da região sendo levadas a cabo no momento, no Baixo Sul da Bahia, na região de Xingó (SE/AL/BA/PE), na Bacia de Glória do Goitá (PE), no Cariri Paraibano, na Zona Oeste de Natal (RN), no Médio Jaguaribe (CE), no Litoral Leste Cearense, na Baixada Maranhense (MA) e em tantos outros locais. Existem também várias iniciativas de economia solidária na região, de micro-crédito, de construção de cisternas etc. No início de outubro de 2003 vai acontecer em Natal o I Fórum Social Potiguar, desdobramento do Fórum Social Mundial. E já se escuta até mesmo falar na criação de um Fórum Social Nordestino. Enfim, como se diz por aqui: no Nordeste, tudo o que se planta dá. Mas ainda temos um longo processo pela frente de superação da pobreza, da miséria, e de alguns “currais políticos” que ainda teimam em persistir em alguns locais da região. Além do desafio de criarmos uma base institucional mais sólida na região.

Portal do Voluntário - A juventude, como preocupação e público, esteve sempre presente na sua carreira como empreendedor social. Por quê?

Rui Mesquita - Creio que de alguma maneira sim, só que talvez no início de forma nem tanto consciente. Tenho atualmente 26 anos, e há cerca de nove ou dez milito de diferente formas no movimento social juvenil. Apesar de estar crescendo, ainda me considero muito jovem. E por ver muitos amigos também militantes sociais e jovens, a iniciarem grupos, projetos e iniciativas diversas, veio crescendo em mim uma inquietação de passar a trabalhar diretamente apoiando os movimentos de juventude, com formas alternativas de apoio em relação aos apoios que já existem.

Portal do Voluntário - Como está hoje, na sua visão, a juventude brasileira? O que ela oferece, o que pede?

Rui Mesquita - Não tenho lá tanta representatividade para falar em nome da juventude brasileira, muito menos para tentar defini-la, mas acho que existem alguns pontos, ou provocações, que gostaria de trazer. Há muitos anos existe uma grande luta para garantir direitos e políticas públicas para a juventude em todo o mundo. Poderia dizer que em relação a outros países o Brasil ainda está muito atrasado neste assunto. Muitas vezes se confunde jovens com estudantes no nosso país, talvez porque a política de juventude existente no Brasil era feita pela e para a classe média, e não para os excluídos, exatamente pelo fato de ter sido a classe média quem protagonizou a política no Brasil ao longo do século XX. O que fez também que a classe média estivesse sempre à frente do movimento juvenil organizado, como por exemplo, o movimento estudantil. Também se confunde muito jovem com criança e adolescente. Há mais de dez anos conseguimos um avanço tremendo no campo das políticas públicas e garantia dos diretos para a infância e a adolescência, com a aprovação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Mas hoje o que acontece é que após os 18 anos as pessoas perdem toda a garantia que tinham com o ECA, por exemplo, e nenhum tipo de política mais existe para jovens maiores de idade. Por exemplo, nessa faixa etária a maioria absoluta dos jovens não consegue se manter estudando, pois têm que ingressar muito cedo no mundo do trabalho, para garantir sua sobrevivência, e mesmo que assim não fosse, não haveria vagas suficientes para toda essa massa juvenil nas universidades e em cursos técnicos, e mesmo assim somente aqueles poucos que conseguem se manter nos estudos têm garantidos direitos como de meia entrada em eventos culturais e cinemas e meia passagem nos transportes urbanos, o que é de alguma forma um contradição. E ainda há quem diga que a juventude possui excesso de direitos e de proteção, especialmente por parte daqueles que vêem os jovens como problema, e até mesmo como delinqüentes, e por isso, por exemplo, trazem a tona discussões como a redução da maioridade penal. Outra questão é sobre algo que parece ter virado moda atualmente, o protagonismo juvenil. Seria o protagonismo juvenil um fim em si mesmo? Se não, o que vem depois? E como criar e manter programas de apoio a jovens já considerados protagonistas, geralmente (mas não necessariamente) maiores de 18 anos, para que não virarem, por exemplo, "empacotadores de supermercados"? O jovem deve ser considerado como um sujeito, e a juventude não deve ser considerada apenas como uma fase de transição entre a infância e a fase adulta. O debate sobre jovens como sujeitos de direito tem sido insuficiente. Não existe uma só infância e uma só juventude, mas sim infâncias e juventudes. Os setores rurais e urbanos excluídos são os que mais sofrem.

Portal do Voluntário - Neste contexto, qual a importância da Incubadora Social para Ação Jovem, da Academia? Como ela está agora?

Rui Mesquita - A Incubadora Social é um programa que veio justamente como um contraponto para alguns desses desafios enfrentados por parte da juventude, principalmente por grupos de jovens que já alcançaram a maioridade e que tenham propostas concretas de intervenção na sociedade, ou seja, grupos de jovens empreendedores sociais. O apoio que a Incubadora Social é de justamente trabalhar com o que pode vir após o protagonismo juvenil, como por exemplo, o empreendedorismo juvenil. Este ano de 2003 está sendo o primeiro ano desse programa, que ainda é um piloto. São cerca de 15 grupos juvenis incubados atualmente aqui conosco, todos da Região Metropolitana do Recife. A Incubadora Social para Ação Jovem visa apoiar jovens empreendedores sociais que buscam transformar a sociedade. Em janeiro de 2003 foram incubados os primeiros 16 projetos neste sentido. Cada um deles com um projeto ou social, ou cultural ou ambiental. A incubação completa dos projetos dura até três anos, então neste momento eles estão ainda em seu primeiro ano, buscando ainda consolidar seus grupos, sua missão e suas estratégias de intervenção. Neste modelo de incubação, grupos juvenis têm a chance de iniciar ou expandir suas propostas de intervenção social, cultural ou ambiental construídas a partir de uma base de legitimidade com o público alvo, e que não tenham caráter competitivo ou de fins lucrativos. O suporte oferecido a estes grupos vai desde um escritório completamente equipado para uso, por tempo determinado e compartilhado, do projeto, até um sistema de apadrinhamento, que envolve assessoria, acompanhamento e avaliação, passando capacitações em gestão social e estímulo à formação de rede. Tudo direcionado para que os projetos ou organizações incubados possam canalizar seus esforços na busca de provocar ciclos de mudanças sociais locais, se possível integrados numa proposta maior de desenvolvimento local sustentável, como uma verdadeira rede multidisciplinar. Mas a verdade é que tudo ainda está muito embrionário. Inclusive a discussão sobre o conceito de incubadora social. Como dito inicialmente, o próprio termo pode ter muitas e distintas interpretações. E talvez o melhor a ser feito no momento seja uma ampla e vasta discussão sobre o conceito, a partir de diferentes atores da sociedade, como as próprias incubadoras já existentes (independente da sua natureza), as ONGs, os movimentos sociais, as universidades, os governos e outros, pois elas podem vir a ser um verdadeiro instrumento impulsor e catalisador do desenvolvimento social, tanto no Brasil como em outros países.

Portal do Voluntário - Como ex-coordenador do Centro de Voluntários do Recife, qual sua visão do voluntariado em Pernambuco e no Nordeste? Qual foi o impacto do Ano Internacional do Voluntário na região? Qual o conceito e qual a prática de trabalho voluntário mais comuns na cultura do Nordeste? Como está o diálogo entre os voluntários ditos modernos (o pessoal das grandes causas) e os voluntários ditos tradicionais (o pessoal da assistência social)?

Rui Mesquita - Minha visão de voluntariado é bastante ampla. A militância social, por exemplo, é um grande exemplo de voluntariado, na minha opinião. O empreendedorismo social é outra. Acreditar numa causa e não ver obstáculos para persegui-la é sem dúvida uma grande ação voluntária. Mas ainda assim há muitas pessoas que por causa de toda a sensibilização provocada pelos meios de comunicação em massa acabam também se tornando voluntárias, mesmo sem terem necessariamente uma causa maior que as movam. Isso às vezes chega a causar alguns problemas, não só para as organizações que recebem os voluntários, mas principalmente para o público que é muitas vezes diretamente atendido por esses voluntários. De qualquer forma é sempre válida a iniciativa e a ação voluntária, até mesmo porque através dela muitas pessoas se encontram na vida. O Ano Internacional do Voluntário teve grande repercussão no Nordeste. Até mesmo um foguete chegou a ser lançado do Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno, da Força Aérea Brasileira, no Rio Grande do Norte, com mensagens para o espaço de estímulo e apoio ao voluntariado. Muitas empresas começaram também a praticar o chamado voluntariado empresarial, o que estimulou a responsabilidade social empresarial pelo Nordeste. Mas ainda faltam muitos espaços de participação social e política para a população em geral. Várias práticas não governamentais e governamentais, como, por exemplo, o orçamento participativo, começam a criar em alguns municípios do Nordeste um interesse maior nas pessoas pelas questões coletivas e publicas. Isso é muito importante e deve ser fomentado e estimulado. Também se percebe uma crescente participação juvenil voluntária em ações e causas de interesse público, o que é muito interessante.

Para conhecer com mais detalhes a Academia de Desenvolvimento Social e suas atividades, visite o site www.academiasocial.org.br .

Fonte: Portaldovoluntario.org.br

Doutorando de sociologia lança romance histórico

Arquivo

Será lançado hoje (17), às 19h, na Livraria Cultura, o livro “Aventura no Brasil Holandês”, romance histórico elaborado pelo doutorando Rui Mesquita, da Pós-Graduação em Sociologia da UFPE. A obra, ambientada no Estado de Pernambuco na primeira metade do século 19, servirá como base de informações para jogos de RPG (Role-Playing Game).

Na ocasião de lançamento, acontecerá uma palestra do diretor de pesquisas sociais da Fundaj, Joanildo Burity, sobre "cultura e política". O livro será distribuído aos jovens de comunidades pobres da Região Metropolitana do Recife, que fazem parte do Programa Agente Jovem, do Governo Federal e executado em parceria com a Prefeitura do Recife.

“Na realidade, esse livro é uma peça de um jogo de RPG social, o Ciranda das Revoluções, que é ambientado na primeira metade do século 19 em Pernambuco. Esses jovens vão ler o livro para pegar informação a fim de prosseguir no jogo”, explicou Mesquita. Mil e seiscentos exemplares serão doados a alunos de escolas públicas e às bibliotecas públicas de Recife, Olinda e Camaragibe. O livro é financiado pelo programa BNB de Cultura.

Mais informaçõestfleal@terra.com.br
Fonte: Sistema UFPE de Notícias

Projeto Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano

O que é

Ação de assistência social destinada a jovens entre 15 e 17 anos, visando ao desenvolvimento pessoal, social e comunitário. Proporciona capacitação teórica e prática, por meio de atividades que não configuram trabalho, mas que possibilitam a permanência do jovem no sistema de ensino, preparando-o para futuras inserções no mercado. O MDS concede, também, diretamente ao jovem, uma bolsa durante os 12 meses em que ele estiver inserido no programa e atuando em sua comunidade.

Objetivo

- Criar condições para a inserção, reinserção e permanência do jovem no sistema de ensino;
- Promover sua integração à família, à comunidade e à sociedade;
- Preparar o jovem para atuar como agente de transformação e desenvolvimento de sua comunidade;
- Contribuir para a diminuição dos índices de violência, uso de drogas, DSTs e gravidez não planejada;- Desenvolver ações que facilitem sua integração e interação, para quando estiver inserido no mercado de trabalho.

Público-alvo

Jovens com idade entre 15 e 17 anos nas seguintes situações:- que, prioritariamente, estejam fora da escola;
- que participem ou tenham participado de outros programas sociais (medida que dá cobertura aos adolescentes e jovens oriundos de outros Programas, como o da Erradicação do Trabalho Infantil, também promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome);
- que estejam em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social;
- que sejam egressos ou que estejam sob medida protetiva ou socioeducativa;
- oriundos de Programas de Atendimento à Exploração Sexual Comercial de menores;* 10% das vagas de cada município são necessariamente destinadas a adolescentes portadores de algum tipo de deficiência.

Como funciona

A partir das demandas de Estados e municípios, o governo federal analisa, discute prioridades, orienta sobre a seleção dos jovens e formaliza a instalação do Programa. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) responsabiliza-se pelo treinamento nas áreas de saúde, cidadania e meio-ambiente, financiando 300 horas-aula com capacitadores e orientadores sociais. O MDS concede, também, diretamente ao jovem, uma bolsa durante os 12 meses em que ele estiver inserido no programa e atuando em sua comunidade.
Capitais e municípios com grande concentração de jovens em situação de risco, associado ao baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) são prioritários para a implantação do Agente Jovem.

Valor do benefício

Bolsa no valor de R$ 65,00 (sessenta e cinco reais).

Contrapartidas/Condicionalidades

Para receber a bolsa, é preciso que:
- O jovem esteja regularmente cadastrado; e
- participe, no mínimo, de 75% do total de aulas na escola e das atividades previstas no Programa.
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Responsável pelo Projeto Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano
Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS)Projeto Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano

José Eduardo de Andrade (Coordenador Geral de Regulação das Ações de Proteção Social Básica) E-mail: protecaosocialbasica@mds.gov.br

ESTADOS TELEFONES NOME DA TÉCNICA
SP - RJ - (0xx61) 3433-1359 - Núbia

MG - ES - (0xx61) 3433-1360 - Verônica e Eleuza

MT - MS - PR - RS - SE - (0xx61) 3433-1358 - Lívia e Renata

AM - AP - MA - PA - PI - RO - RR - SC - TO - (0xx61) 3433-1361 - Sofia e Solange

AC - AL - BA - CE - DF - GO - PB - PE - RN - (0xx61) 3433-1362 / 3433-1363 - Maristela, Michelle e Bianca

06 abril, 2006

‘Evangelho de Judas’ dá nova visão sobre traidor de Jesus Cristo


WASHINGTON (Reuters), 6 de abril - Judas Iscariotes, apontado historicamente como o homem que traiu Jesus, estava cumprindo um pedido dele ao entregar o fundador do Cristianismo às autoridades romanas que o crucificaram, segundo um texto de 1.700 anos atrás, apresentado na quinta-feira.
O "Evangelho de Judas", uma versão alternativa aos tradicionais ensinamentos cristãos, mostra o discípulo como sendo o único no círculo íntimo de Jesus que entendia seu desejo de derramar o sangue pela salvação da humanidade.
"Ele é o mocinho neste retrato", disse Bart Ehrman, professor de Religião na Universidade da Carolina do Norte (EUA), em Chapel Hill. "Ele é o único apóstolo que entende Jesus."
A introdução do evangelho diz que o texto é "um relato secreto da revelação de que Jesus falou numa conversa com Judas Iscariotes". Mais adiante no texto, Jesus diz a Judas: "Você vai superar a todos eles [os outros discípulos], porque sacrificará o homem que me veste".
"A idéia nesse evangelho é que Jesus, como todos nós, é um espírito aprisionado, aprisionado em um corpo material", disse Ehrman. "E a salvação vem quando escapamos da materialidade da nossa existência, e Judas é quem lhe possibilita escapar, permitindo que seu corpo seja assassinado."
O reverendo Donald Senior, presidente da União Teológica Católica de Chicago, disse que o documento revela a diversidade e a vitalidade dos primórdios do Cristianismo.
"A questão se torna a seguinte: esta tradição, esta história alternativa, se preferir, no evangelho de Judas diz algo que de certa forma é igual à afirmação rival na tradição do evangelho?", perguntou.
Não se sabe quem escreveu o evangelho de Judas. O que foi divulgado na quinta-feira é cópia de um texto mencionado no ano 180, em um tratado chamado "Contra Heresias", de autoria de Irenaeus, bispo de Lyon (atual França). O tratado fazia acusações a quem retratava Jesus de uma forma diferente da tradição cristã que vinha surgindo.
No Novo Testamento, Judas é apresentado como a essência do traidor, aceitando 30 moedas para apontar Jesus aos soldados romanos. O Evangelho de São Mateus, que faz parte da Bíblia, diz que Judas imediatamente se arrependeu da traição, devolveu o dinheiro e se enforcou.
O Novo Testamento contém quatro Evangelhos - de Mateus, Marcos, Lucas e João. Mas vários outros evangelhos, considerados apócrifos, foram escritos nos primeiros séculos da nossa era, sendo atribuídos a discípulos como Tomás e Filipe ou à sua seguidora Maria Madalena.
ESCONDIDO NO DESERTOEhrman, Senior e outros especialistas falaram sobre o Evangelho de Judas em uma conferência da Sociedade Geográfica Nacional dos EUA, que apresentou a tradução do texto e ajudou na sua autenticação e preservação.
A cópia, encadernada em couro, foi redigida no alfabeto copta (povo egípcio do período sob dominação romana) em ambos os lados de 13 folhas de papiro.
O texto passou a maior parte dos últimos 1.700 anos escondido em uma caverna do deserto egípcio, segundo Terry Garcia, da Sociedade Geográfica Nacional.
O exemplar foi provavelmente copiado de um manuscrito original grego por volta do ano 300, segundo Garcia. Descoberto da década de 1970 perto de Minya, Egito, o livro - que inclui o evangelho e outros documentos - foi vendido a um antiquário egípcio em 1978.
O antiquário o colocou à venda, sem sucesso, e posteriormente decidiu encerrá-lo em um cofre bancário de Hicksville, Nova York, onde passou 16 anos - o que acelerou sua degradação. Em imagens apresentadas na conferência, o papiro se assemelha a folhas marrons de outono. Garcia disse que os papiros haviam se esfarelado em mais de mil pedaços.
Em 2001, a Fundação Maecenas para a Arte Antiga, da Suíça, começou a transcrever e traduzir o texto do copta. Nos anos seguintes, exames científicos - inclusive datação por carbono, análise da tinta e imagens multiespectrais - mostraram que o documento havia sido copiado por volta do ano 300.
O Evangelho de Judas será publicado em livro pela Sociedade Geográfica Nacional, e as páginas do papiro serão exibidas no museu da entidade em Washington, a partir de sexta-feira. No futuro, o volume será depositado no Museu Copta do Cairo.
Por Deborah Zabarenko
Fonte: Click21 notícias

01 abril, 2006

Marcos Pontes e nave Soyuz chegam à estação espacial


MOSCOU (Reuters), 1º de abril - A nave Soyuz, que levava o primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, além de um russo e um norte-americano, chegou à Estação Espacial Internacional (ISS) neste sábado, dois dias após decolar da Terra.

"A acoplagem foi suave e a tripulação está se preparando para abrir as escotilhas e entrar na Estação Espacial", disse um porta-voz do controle de missão logo após a chegada da nave.
Marcos Pontes, um piloto militar brasileiro de 43 anos, está acompanhado do cosmonauta russo Pavel Vinogradov e do astronauta norte-americano Jeffrey Williams, ambos iniciando uma temporada de seis meses no espaço. O brasileiro ficará pouco mais de uma semana no espaço.
Dezenas de autoridades espaciais brasileiras, russas e norte-americanas no Controle de Missão assistiam em um telão enquanto a equipe que estava na estação - formada pelo norte-americano Bill McArthur e pelo russo Valery Tokarev - dava as boas-vindas aos recém-chegados.
"Marcos está bem?" foi a primeira pergunta feita por Tokarev quando a escotilha foi aberta. Em poucos segundos, um alegre Pontes já podia ser visto flutuando para dentro da estação e agitando a bandeira do Brasil. Pontes também levou uma camiseta da seleção brasileira de futebol.
Naves russas têm sido responsáveis por levar tripulantes e mantimentos à estação desde que a Nasa parou de usar seus ônibus espaciais depois de não conseguir consertar um problema técnico que matou sete astronautas em 2003.
Os foguetes Soyuz têm se mostrado mais seguros do que os ônibus espaciais, apesar de terem sido fabricados na década de 1960.
A partida da 13ª expedição à Estação Espacial Internacional na quinta-feira foi prejudicada por uma breve falha de comunicação logo após o lançamento da Soyuz do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Autoridades espaciais russas disseram que a interrupção não ameaçava a missão.
Mas o chefe da empresa Energia, que constrói os foguetes Soyuz, disse que a rede de comunicações sobrecarregada criada nos anos 1970 será renovada usando a última geração de satélites para atender plenamente às exigências do tráfego intenso à Estação Espacial Internacional.

27 março, 2006

Ação inédita beneficiará 92 comunidades quilombolas

Marta Maranhão

A iniciativa é inédita e beneficiará 92 comunidades quilombolas em Pernambuco. A partir desta segunda-feira, 27, a secretaria de Educação e Cultura (Seduc) realiza um seminário para discutir políticas públicas em educação voltadas para as populações quilombolas. O evento, que segue até a sexta-feira, 31, no Recife Park Hotel, em Boa Viagem, conta com as presenças de professores das escolas estaduais e municipais, além de representantes da Comissão Pastoral da Terra, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e dos povos indígenas. A secretária executiva de Desenvolvimento da Educação da Seduc, Sara Lima, e o coordenador de Educação do Campo na Seduc, Nilton Gomes, também participam do seminário. O encontro reúne no Recife educadores, lideranças quilombolas, professores da rede estadual e representantes das secretarias municipais para discutir uma educação que contemple às especificidades e pluralidade desses povos. Com a iniciativa, Pernambuco passa a ser o primeiro estado do Brasil a debater a questão educacional dos Quilombos. Posteriormente, espera-se realizar vários fóruns regionais com o objetivo de tornar freqüente este tipo de discussão. Durante o evento, o público ainda terá a oportunidade de participar de mesas redondas, palestras e debates. Na quarta-feira, 29, haverá uma palestra sobre a cultura e a nação africana, proferida pelo pesquisador Manuel Nascimento da Costa. Na ocasião, o público terá a oportunidade de ver a apresentação de músicas africanas no idioma Iorubá, uma prévia do CD que será gravado no Sítio de Pai Adão, em Água Fria, zona norte do Recife (ainda sem data confirmada).

O Sítio do Pai Adão, como é conhecido, também recebe o nome de terreiro Oba Ogunté. Junto com o terreiro de Mãe Menininha do Gantoá, na Bahia, é o único no país tombado como patrimônio estadual, por meio do Decreto 10.712 de 1985. O evento ainda conta com a participação de dois estudiosos dos quilombolas: o geógrafo Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, um dos maiores pesquisadores da cultura afro-descendente e especialmente dos povos quilombolas; e Raul Geovanni da Motta Lody, antropólogo e professor da Escola de Artes do Rio de Janeiro, também responsável por toda discussão acerca do tombamento do terreiro de Mãe Menininha. Raul Lody, como é conhecido, também desenvolve um projeto para que o acarajé, comida típica da baiana, seja inscrito no Livro de Patrimônio Nacional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Depois de discutir essas políticas públicas espera-se que os quilombolas tenham acesso a uma educação de qualidade. “O propósito é assegurar uma política pública para essas comunidades e ampliar o número de escolas, além de melhorar a infra-estrutura das unidades já existentes. Além disso, pretende-se criar uma nova concepção epistemiológica que atenda à especificidade histórica de cada comunidade levando em conta o modo de vida e as dificuldades enfrentadas pelas populações quilombolas ao longo dos anos”, destaca Nilton Gomes, coordenador do seminário.Atualmente, só a comunidade de Conceição das Crioulas, em Salgueiro, no Sertão, oferece uma escola com ensino médio. As demais, possuem apenas o ensino fundamental de 1ª a 4ª série, e existem ainda aquelas nas quais não há sequer uma unidade de ensino. Neste caso, os alunos são encaminhados às escolas localizadas nos municípios próximos das suas residências. Dentre tantos motivos que poderiam ocasionar a falta dessas unidades pode-se destacar, por exemplo, a ausência da certidão de nascimento de algumas crianças e jovens que, sem o documento, não podem ser matriculados. A carência de professores capacitados e infra-estrutura inadequada são obstáculos que permanecem nessas comunidades. Este encontro, portanto, tem como objetivo central discutir estratégias para melhorar a realidade nas comunidades quilombolas pernambucanas.
Jornal da Educação - PE

19 março, 2006

Um retrato do Brasil colônia

O Pelourinho, no centro histórico de Salvador, é um dos mais ricos e conservados conjuntos arquitetônicos do período colonial brasileiro. Visitar com os alunos seus casarões, igrejas, museus, ateliês e centros culturais é uma ótima oportunidade de ensinar como o encontro de portugueses, índios e africanos ergueu a primeira capital do Brasil, fundada em 1549 por Tomé de Souza. Comece pelas igrejas. Mostre a de São Francisco, que tem a nave e um conjunto de altares revestidos de ouro, além do mais importante conjunto de azulejaria portuguesa no país. Também imperdível é a Catedral da Sé, onde o padre Antônio Vieira proferiu alguns de seus famosos sermões. Nas ruas, a garotada vai perceber por que a localização geográfica do Pelourinho - no alto de morros - foi fundamental para evitar uma invasão holandesa em 1620. Não deixe de fora do roteiro prédios históricos como o da primeira faculdade de medicina do Brasil - que abriga os museus de Arqueologia, de Etnologia e o Afro-Brasileiro - e o largo do Pelourinho, local em que até o século 19 escravos eram torturados.
O que é que a Bahia tem?

Temas para todas as idades podem ser explorados num passeio pelo Pelourinho. Com as crianças da Educação Infantil, é possível estudar o artesanato de influência africana, as fachadas do casario colonial e sons, cores e formas presentes em manifestações folclóricas como a capoeira. Turmas do Ensino Fundamental podem explorar a geografia e a história do lugar por meio de mapas e desenhos. A variação de estilos arquitetônicos é assunto ideal para o Ensino Médio. Diferentes abordagens, de acordo com a idade dos alunos, podem ser experimentadas em torno da obra dos poetas Gregório de Matos e Castro Alves e do romancista Jorge Amado, que se referem direta ou indiretamente ao local. As sugestões são de Tânia Simões, diretora de assuntos culturais do Projeto Pelourinho Dia e Noite, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia.
Para conhecer
PELOURINHO INFORMAÇÕES
O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia oferece roteiros especiais para professores. R. Gregório de Matos, 45, tel. (71) 3117-6452.
INTERNET No site da Emtursa (http://www.emtursa.ba.gov.br/), há mais dados sobre o centro histórico.
Fonte: Rev. Nova Escola

Curiosidades

Rodar a baiana?
SIGNIFICATIVO: Enfezar-se, dar um escândalo público.
HISTÓRICO:No início do século, no Rio de Janeiro, os primeiros blocos de carnaval saíam às ruas e cruzavam a cidade cantando e dançando com suas fantasias. Alguns dândis mais folgados se aproveitavam da euforia geral e lascavam beliscões nas nádegas das moças. Para pôr um fim nisso, no meio das baianas, iam uns capoeiristas vestidos como elas, levando consigo navalhas escondidas. Ao primeiro sinal de desrespeito, esses soltavam uma meia-lua (golpe de capoeira) na orelha do espertinho. Quem assistia de fora não entendia muito bem, só via "rodar a baiana" e depois aquele Deus nos acuda.

Qual era a diferença entre piratas e corsários?
Os piratas atacavam por conta própria, ao contrário dos corsários, que atuavam em nome de um rei. Atacavam navios de países inimigos, usando a bandeira do seu país, e dividiam o saque com o rei, que ficava com a maior parte. Esta não era a regra geral, já que a maioria dos piratas era independente.
De onde vem a expressão "tempo é dinheiro"?
O físico Benjamin Franklin (1706-1790) teria chegado a ela depois de ler obras do filósofo grego Teofrasto (372-288 a.C). O pensador grego, a quem é atribuída a autoria de cerca de 200 trabalhos em 500 volumes, teria mencionado a frase: "o tempo custa muito caro". Isto porque ele escrevia, em média, um livro por cada dois meses.
Porque é que os aviões a jato deixam marcas no céu?
Por causa do rápido arrefecimento dos gases provenientes da combustão dos motores. O vapor de água desses gases transforma-se rapidamente em cristais de gelo, deixando as trilhas de condensação.
Como é que funciona a luz de um pirilampo ou vagalume?
A luz desse inseto, chamada de bioluminescência, serve para aproximar o macho e a fêmea. A luz acende-se no abdômen. A sua produção depende de uma substância, a luciferina. Em contacto com o ar e com uma enzima (luciferase), essa substância produz uma luz amarelo-esverdeada.
De onde vêm os sonhos?
Uma pessoa acordada usa a consciência para tomar decisões e agir. A consciência é a parte do cérebro que convive e atua no dia-a-dia. Entre os vários níveis da consciência, existe o subconsciente. Ele, além de guardar as memórias pessoais, também é o responsável pela criação dos sonhos.Durante o sono o subconsciente formula histórias para se comunicar com o consciente.

Como é que as moscas conseguem fugir tão rápido quando tentamos matá-las?
O corpo delas é todo coberto de pêlos que funcionam como mini-radares. Eles são especialmente sensíveis a movimentos de ar. O movimento da mão ou de qualquer outro objeto sólido cria a flutuação do ar e permite que a mosca voe antes de receber o golpe mortal.
Porque é que o leite derrama quando ferve?
O leite, ao ferver, expande-se e sobe. O aquecimento faz com que a água contida no leite ferva e evapore. Quando isso acontece, ela leva consigo proteínas do leite que possuem baixo peso molecular e estão na camada mais superficial do líquido - assim, elas acabam por transbordar.
Como é que as ostras fabricam as pérolas?
Qualquer corpo estranho (grãos de areia ou parasitas) que invada a concha pode causar irritação. Como mecanismo de defesa, as ostras revestem esse corpo estranho de madrepérola, uma substância cálcica que elas expelem para proteger a concha. É assim que se formam as pérolas.

É verdade que a casca da laranja é inflamável?
A casca de laranja tem um combustível formado por uma mistura de óleos essenciais. Cerca de 90% desses óleos são constituídos por limoneno, substância pertencente aos hidrocarbonetos (composição de carbono e hidrogênio). Esse composto é inflamável. A gasolina, produto derivado do petróleo, também tem uma mistura de hidrocarbonetos.
De onde vem a gravata?
No século XIX, a elegante sociedade europeia "descobriu" esta peça do vestuário. Foi então que a cravat foi elevada do cenário militar e político, passando a fazer parte do guarda-roupa masculino. Hoje, a gravata é aceita no mundo inteiro e em certos ambientes e eventos, é obrigatória.
Ler no carro ou no ônibus pode descolar a retina?
A retina é a região do olho que recebe a luz e transforma-a em sinais que serão enviados para o cérebro. Ela fica colada no fundo do olho e mantém as estruturas oculares no lugar com uma espécie de gelatina chamada humor vítreo. Apenas uma lesão muito forte, como uma pancada, é capaz de a fazer descolar. Já as pessoas muito idosas ou os automíopes, que têm miopia acima de 8 graus, é que podem ter a retina descolada sem motivos aparentes.
Como é que nasce um "galo"?
Quando se leva uma pancada na cabeça, alguns dos vasos sanguíneos que irrigam a região rompem-se, deixando vazar o plasma, parte líquida do sangue composta principalmente de água. Como logo abaixo deles está o crânio, esse líquido não tem por onde vazar, e forma uma saliência.
Porque é que as frutas escurecem depois de cortadas?
Quando o oxigênio entra em contato com essas frutas ele reage com uma substância delas e escurece-as, ou oxida como dizem os químicos. Mas isso não quer dizer que as frutas fiquem estragadas. Para retardar essa oxidação, quando cortares ou descascares essas frutas podes regá-las com limão. O ácido do limão ou da laranja pode fazer com que as frutas demorem a ficar escuras porque o ácido é um anti-oxidante..
Qual é a função das impressões digitais no nosso corpo?
As pequenas saliências da pele, as cristas papilares, são úteis porque funcionam como antiderrapante. Se a palma e as pontas dos dedos fossem totalmente lisas, os objectos escorregariam da mão com muito mais facilidade. O mesmo vale para a planta e os dedos dos pés: aumentam a aderência ao chão.
Porque é que a barriga faz barulho quando temos fome?
O estômago faz barulho quando se prepara para receber os alimentos. Este processo acontece nos horários em que a pessoa está habituada a comer. O estômago contrai-se e as paredes do abdômen funcionam como uma espécie de amplificador. Por isso, parece que temos um monstro dentro da barriga.
Porque é que bocejamos?
Quando estamos cansados ou entediados o metabolismo fica mais lento e o nível de dióxido de carbono no sangue tende a aumentar. Durante o bocejo, a pessoa inspira mais ar e o organismo equilibra-se. Isto porque a quantidade de oxigênio na corrente sanguínea aumenta.
Porque é que a pimenta nos faz espirrar?
Um dos culpados disso é o óleo encontrado na pimenta, que é retirado das sementes da planta e é usado para condimentar linguiças, molhos, carnes, etc. Outra culpada é a piperina, substância presente nas pimentas preta e branca. Mas, espirramos principalmente porque se costuma usar a pimenta em pó, e quando as suas partículas são aspiradas pelo nariz, o organismo tende a expeli-las, assim como faz com qualquer outro tipo de pó.
Porque é que um livro de mapas é chamado de Atlas?
O termo vem do nome de uma personagem da mitologia grega. Como punição por lutar contra os deuses, Atlas foi forçado a carregar o globo terrestre nos ombros. Esta cena passou a ilustrar vários livros de mapas da antiguidade.Com o tempo, esses livros ficaram popularmente conhecidos como Atlas
Porque é que o mar é salgado?
Durante milhares de anos, as águas das chuvas lavaram as rochas, dissolvendo uma parte dos sais que as constituem. As águas dos esgotos despejam anualmente milhões de toneladas de minerais nas fossas marinhas. As águas dos mares são mais salgadas que as águas continentais por causa da evaporação , que provoca uma salinização constante e particular de cada mar.
Porque é que as pipocas rebentam?
O grão de pipoca contém água no seu interior. A explosão da pipoca não é nada mais do que a expansão do vapor de água dentro do grão. Sabe-se que muito antes de Colombo descobrir a América, os índios do norte do continente americano já comiam pipocas. Eles começaram a fazê-las com a espiga inteira colocada num espeto e levada ao fogo. Depois, passaram a deitar o grãos soltos directamente para o fogo. Outro modo era cozinhar o milho numa panela de barro cheia de areia quente.
Qual é a comida que dura mais tempo sem se estragar?
O mel pode durar practicamente para sempre, quando bem conservado. Nas câmaras subterrâneas do Egipto antigo, onde eram deixados alimentos em homenagem aos mortos, encontrou-se mel ainda comestível.

Porque é que alguns ovos têm duas gemas?
Porque durante a ovulação dois óvulos são libertados ao mesmo tempo. E é mais comum isso acontecer com galinhas jovens.
Qual é a diferença entre produtos light e diet?
Os produtos light têm menos calorias que os tradicionais. Os produtos diet não são, necessariamente, menos calóricos, pois podem ter mais gordura que os tradicionais. Os produtos diet são destinados aos diabéticos por não possuírem açúcar.
Porque é que os queijos suíços têm buracos?
Os buracos são formados com a expansão de gases emitidos por uma bactéria. Ela é colocada durante os primeiros estágios da produção do queijo suíço e ajuda a amadurecê-lo e a dar-lhe o seu sabor característico.
Porque é que os chefs de cozinha usam chapéus brancos e altos?
O costume data do século XV, quando os cozinheiros eram bem pagos e respeitados pelos gregos na era bizantina. Quando os turcos derrubaram o Império Bizantino, em 1453, os bons chefs esconderam-se entre os monges. E, para não serem identificados, adotaram as vestimentas dos monges, incluindo um chapéu negro e alto. Com o tempo, mudaram a cor do chapéu para se diferenciarem do clero.
Porque é que descascar cebolas nos faz chorar?
A cebola tem um óleo que evapora quando ela é cortada ou descascada. O vapor do óleo afecta os nervos do nariz que estão ligados aos olhos. Por isso eles lacrimejam.

Porque é que as garrafas de vinho não são transparentes?
O vidro colorido das garrafas funciona como um filtro solar. O vinho é como a pele: sofre com os raios UVA. Se deixado em lugar ensolarado pode ter o seu aroma e sabor alterados. Mesmo que a garrafa sirva de proteção, é necessário guardá-las em local protegido do calor e da luminosidade.


Porque é que as pessoas se cumprimentam com um aperto de mãos?
Esta antiga tradição começou no tempo das grandes batalhas. Os adversários davam as mãos para mostrar que não escondiam nenhuma arma. Era um sinal de confiança entre as duas partes.


Qual é a origem da palavra "folclore"?
A palavra folclore é aceita internacionalmente desde 1878. A expressão apareceu pela primeira vez na imprensa publicada na revista The Athenaeum, há cerca de 150 anos. O texto, do arqueólogo inglês William John Thoms, propunha o estudo de culturas diversas. O autor sugeria a junção das palavras folk (povo) e lore (sabedoria) para designar tal ocupação.


Por que é que os peixes estão sempre com a boca aberta?
Estes animais não conseguem respirar sem que uma corrente de água sempre renovada passe pelas suas guelras. Essa circulação ocorre pela boca, em direção aos operáculos, que se baixam e se erguem regularmente. Assim, quando a água passa pelas guelras, é filtrada e dela é retirado o oxigênio necessário à respiração dos peixes.


Por que é que se põem ferraduras nas patas dos cavalos?
O cavalo pisa sobre a extremidade de um único dedo, protegido por um casco, que é uma unha córnea. Na Antiguidade, os cavalos não eram ferrados e, como os cascos se desgastavam depressa, os animais não podiam trabalhar por muito tempo. Por volta do século X, no Ocidente, passaram a colocar as ferraduras, cujos cravos se enterravam na parte morta do casco.
FONTE: PORTAL DAS CURIOSIDADES

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Prêmio seleciona trabalhos que estimulem a igualdade étnica e racial

Talita Rampazzo

Estão abertas as inscrições para a terceira edição do prêmio Educar para a Igualdade Racial: Experiências de Promoção da Igualdade Racial-Étnica no Ambiente Escolar. Podem participar projetos que incluam a temática étnica e racial nos conteúdos escolares com o objetivo de diminuir a discriminação. As inscrições estão sendo feitas até o dia 15 de abril. O prêmio é dirigido a professores e gestores da educação infantil, do ensino fundamental e médio de unidades públicas ou privadas de todo o país.Os interessados devem preencher uma ficha no site do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT), que promove o prêmio. O endereço eletrônico é www.ceert.org.br. A ficha também pode ser enviada pelo correio para a sede do CEERT, rua Duarte de Azevedo, 737, Cep 02036-022, São Paulo. Os candidatos podem se inscrever nas categorias: educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, sendo permitido participar de mais de uma categoria, desde que apresentem trabalhos diferentes para cada uma delas. A atividade inscrita deverá ter sido realizada entre os anos de 2003 e 2005 e estar relacionada ao menos a uma das áreas de conhecimento: Ciências, Educação Artística, Educação Física, Geografia, História, Matemática, Língua Estrangeira, Língua Portuguesa, Física, Química, Biologia, Filosofia, Psicologia e Sociologia. O projeto pode ser desenvolvido em parceria com professores das diversas disciplinas, mas na inscrição deverá ser escolhido somente o nome de um professor responsável.
Uma comissão formada por pedagogos, historiadores, antropólogos e psicólogos, escolherá 32 trabalhos, oito de cada categoria, para a segunda etapa do prêmio. Os selecionados deverão enviar pelos correios para o endereço do CEERT material que ilustre o projeto. Poderão ser remetidos vídeos, fotografias, produções dos alunos, entre outros. As escolas serão notificadas por telegrama e terão um prazo de sete dias para enviar o material. Os projetos desenvolvidos nessas unidades farão parte de um livro publicado pelo CEERT.
Ao final, serão selecionados três trabalhos de cada categoria. Somente na cerimônia de premiação, prevista para o segundo semestre deste ano, serão conhecidos os nomes dos vencedores. O primeiro lugar receberá um prêmio de R$ 9 mil, o segundo R$ 5 mil e o terceiro R$ 3 mil. Além disso, o CEERT entregará a cada um dos ganhadores um kit com livros sobre a temática racial-étnica.Prêmio Educar para a Igualdade Racial - O objetivo é sensibilizar profissionais da educação para a inclusão da temática racial-étnica nos projetos pedagógicos das escolas. Além disso, o prêmio visa a contribuir para eliminação da discriminação racial-étnica com o desenvolvimento de metodologias e material didático que auxiliem o educador a tratar as relações étnicas em sala de aula. Em seu terceiro ano, o prêmio também ajuda a difundir experiências educacionais, valorizando iniciativas bem sucedidas.
Jornal da Educação - PE

18 março, 2006

Alunos de Jaboatão lançam livro sobre quilombo


Por Talita Rampazzo

Uma aula de história sobre os remanescentes quilombolas de uma turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA), do 1º e 2º ciclos da Escola Estadual Professora Cândida de Andrade Maciel, em Cajueiro Seco, Jaboatão dos Guararapes, rendeu tantas discussões sobre sociedade escravocrata e preconceito racial que acabou se transformando em livro. A publicação, com o nome de Quilombo, será lançada nesta segunda-feira, 20, às 19h30, no pátio da escola. A Secretaria de Educação e Cultura (Seduc) realizou a edição e a impressão dos exemplares.

O material foi escrito por 28 alunos e pela professora de História, Marta Passos. “O trabalho foi desenvolvido em 2004 para investigar a comunidade de Conceição das Crioulas, localizada no município de Salgueiro, no Sertão, que se originou a partir de um quilombo”, explica a professora. Segundo ela, a idéia de abordar o tema começou a partir da leitura de uma notícia de jornal sobre as localidades que foram fundadas por escravos fugidos, os quilombos. O estudo teve como objetivo verificar quais as semelhanças e diferenças entre essas comunidades na época em que foram criadas e nos dias de hoje, com a influência dos meios de comunicação.

Durante o primeiro semestre de 2004, a turma de EJA participou de uma formação, assistindo a vídeos e palestras e lendo livros para a familiarização do tema. O segundo semestre foi dedicado ao trabalho de campo, com uma excursão a Conceição das Crioulas, a análise dos dados observados e a produção de textos. O livro, com 28 páginas, foi ilustrado com fotos feitas pelos alunos durante a pesquisa. A publicação conta com um anexo que detalha as opiniões dos alunos sobre o estudo realizado.“Com este trabalho, concluímos que o mundo está em constante mudança. Antes de chegar ao remanescente de quilombo, tínhamos uma referência que foi sendo desfeita. As pessoas que vivem em Conceição das Crioulas têm uma realidade igual a nossa. A luta deles contra a discriminação e pela cidadania é a mesma”, conclui Marta. Outro resultado observado pela professora foi a melhoria da leitura e da escrita dos alunos. As fotos do projeto já foram apresentadas em exposição na escola e participou de um dos painéis da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 2005, em Fortaleza, no Ceará. Este ano, uma outra turma da EJA da mesma escola está realizando um trabalho de campo sobre o Rio São Francisco. Uma viagem para Petrolina já está sendo planejada.
Jornal da Educação - PE